

Por meio de análises do sangue de casais em que ambos foram expostos ao vírus, pesquisadores descobrem que alguns genes são responsáveis pela não infecção Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), publicado esta semana no periódico científico Frontiers in Immunology, está ajudando a elucidar uma das maiores incógnitas da pandemia da Covid-19: por que algumas pessoas são resistentes e não se infectam com o novo coronavírus? A pesquisa foi feita com 86 casais brasileiros, em que ambos foram expostos ao Sars-CoV-2, mas somente um dos parceiros desenvolveu a doença. Por meio de amostras de sangue, os pesquisadores descobriram que as pessoas que não foram infectadas possuem mais genes MICA e MICB. Pertencentes ao complexo MHC (principal de histocompatibilidade), estes genes ficam no cromossomo 6 e ativam as chamadas células killer (NK), que fazem parte da resposta inicial do sistema imunológico e são capazes de reconhecer e destruir células contaminadas. Segundo os cientistas, as m

Além da longevidade, as terapias trazem perspectivas de mais qualidade de vida e bem-estar nas práticas de atividades físicas As células-tronco mesenquimais se tornam cada vez mais promissoras e os estudos e ensaios clínicos realizados avançam em diversas frentes. Essa também é uma verdade para a ortopedia e para a medicina do esporte. A terapia celular tem aberto possibilidades de pesquisa e procedimentos futuros para doenças que ainda não possuem um tratamento adequado nessa área, como é o caso das lesões da cartilagem e da osteoartrite ou artrose do joelho, entre outras. “A vantagem terapêutica dessas células vem da capacidade que têm de se diferenciar em outros tecidos (adiposo, ósseo e cartilaginoso) e de regular o sistema imune ao seu redor, tornando o ambiente mais propício para o reparo da lesão. As técnicas estão sendo amplamente estudadas por respeitados centros no exterior e no Brasil. A pesquisa desde os laboratórios até os modelos tradicionais para uso em humanos e em

Estudos revelam que a técnica promissora permite a autorrenovação das células A anemia falciforme é um problema que atinge mais de 2 milhões de pessoas no mundo todo. Caracterizada por deformações na hemoglobina e destruição dos glóbulos vermelhos - doença que os deixa com um aspecto de foice ou meia lua - essa anormalidade dificulta o transporte de oxigênio no corpo e gera riscos de obstrução dos vasos sanguíneos e problemas como a anemia crônica, causada pela destruição desses glóbulos vermelhos. Alguns sintomas da anemia falciforme são apatia, fraqueza e dor generalizada. Em casos mais graves, pode, inclusive, ocorrer complicações em outros órgãos devido ao bloqueio no fluxo sanguíneo, levando à insuficiência renal e cardíaca. O tratamento convencional é feito com analgésicos e antibióticos e, nos casos graves, o tratamento é feito através de transfusões de sangue. Em busca de tratamentos menos invasivos, inclusive com o objetivo de curar a anemia falciforme, cientistas desenv

Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, querem levar tecidos humanos em miniatura para serem cultivados na Estação Espacial Internacional (ISS). Para atingir esse objetivo, a instituição firmou uma parceria com a Airbus. Cientistas da Univerisdade de Zurique esperam desenvolver tecido humano a bordo da ISS em novo experimento. Imagem: Airbus/Divulgação Basicamente, o objetivo da pesquisa é analisar como ambientes de microgravidade, como é o caso da ISS, afeta e regula as células humanas. Para isso, eles pretendem usar a estação como uma espécie de “workshop”, usando de sua estrutura científica para criar tecidos que possam ser devolvidos à Terra, para aplicações em pesquisas e na medicina. Oliver Ullrich, professor de anatomia na Universidade de Zurique; e a bióloga Cora Thiel estão empregando a microgravidade para desenvolverem tecidos tridimensionais chamados “organóides”, derivados de células-tronco adultas. “Na Terra, esses organóides são impossíveis de serem produzi

O avanço da tecnologia trouxe uma grande vantagem para as pesquisas da área da medicina: a criação de organoides artificiais, que a grosso modo se parecem com mini-cérebros. E a técnica, que consiste em culturas celulares que replicam as funções dos órgãos reais, vem ajudando cientistas a pesquisar sobre uma condição genética que provoca convulsões. Imagem: Reprodução/Rawpixel Com os organoides, é possível estudar o desenvolvimento cerebral, doenças e tratamentos, uma vez são feitos inúmeros experimentos que jamais aconteceriam em um cérebro humano com a pessoa viva. Esses órgãos artificiais são gerados a partir de células-tronco pluripotentes, que crescem em uma variedade de órgãos e tecidos humanos. Neste novo estudo, então, os pesquisadores encontraram padrões de atividade elétrica que se relacionaram com a convulsão de um organoide cerebral, criado com as células-tronco de pacientes com a Síndrome de Rett, condição genética que provoca convulsões. Bennet Novitch, neurocientista