

FoodTech - Fusão das palavras Food e Tech, ou Alimentos e Tecnologia – é um conceito que se refere a empresas e projetos que utilizam tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), big data e Inteligência Artificial (IA), entre outras, para transformar a indústria agroalimentar em um setor mais moderno, sustentável e eficiente em toda a cadeia de alimentação, desde o preparo dos alimentos até sua exposição em aplicativos de delivery e sua chegada ao consumidor final. Esses projetos de pesquisa e desenvolvimento estão geralmente nas mãos de startups inovadoras, que têm investido muito em novos alimentos e novos produtos, na tentativa de fornecer soluções criativas e tecnológicas para desafios contemporâneos, como o crescimento populacional e suas repercussões na segurança alimentar, a digitalização da sociedade, os efeitos das mudanças climáticas, a falta de recursos naturais, o desperdício de alimentos e o impacto ambiental da produção de alimentos. As novas tecnologias mudaram o mu

O estudo sobre terapia com células tronco para tratamento de complicação neurológica da sepse, desenvolvido pela estudante de doutorado do Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Maria Carolina Barbosa da Silva, foi reconhecido no XI Encontro da Associação Brasileira de Terapia Celular e Gênica (ABTCel-Gen). A bióloga conquistou o segundo lugar na sessão de apresentações orais do congresso e recebeu o Prêmio Ricardo Ribeiro dos Santos. O evento foi realizado de 28 de abril a 1° de maio, em formato virtual, tendo em vista a pandemia de Covid-19. A pesquisa premiada é realizada no Laboratório de Imunofarmacologia do IOC, sob orientação da pesquisadora Tatiana Maron Gutierrez. O trabalho tem como foco o tratamento da encefalopatia associada à sepse, um tipo de lesão neurológica que pode ocorrer durante ou após quadros de infecção generalizada. Realizado em camundongos, o estudo verificou efeitos positivos da terapia com célula

As intervenções cirúrgicas disponíveis no sistema de saúde brasileiro para tratar lesões no joelho são invasivas, complexas e nem sempre resolvem o problema. A alternativa é o uso de células-tronco para a produção de membranas a serem implantadas na articulação. Cientistas da USP testam em animais membranas produzidas a partir de células mesenquimais, capazes de se diferenciar em tecido cartilaginoso e promover a imunorregulação local (membrana formada pela matriz extra-celular produzida pelas células-tronco; foto: acervo dos pesquisadores) No Brasil, pesquisas com esse objetivo vêm sendo desenvolvidas por um grupo liderado por Tiago Lazzaretti Fernandes, cirurgião ortopédico que atua no grupo de Medicina do Esporte no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM-USP). Os cientistas já obtiveram resultados positivos em testes pré-clínicos (com animais) utilizando membranas produzidas a partir de células-tronco mesenquimais – encontradas em teci

Pesquisadores do Moscow Institute of Physics and Technology (MIPT), na Rússia, e de Harvard, nos Estados Unidos, produziram células retinais capazes de se integrar a retina. Os testes foram feitos em ratos e, pela primeira vez, foi possível transplantar células ganglionares (neurônios da retina que são destruídos pelo glaucoma) derivadas de células-tronco em um ambiente de laboratório. Células-tronco podem ser a chave para curar glaucoma, diz pesquisa. Imagem: Shutterstock Os testes apontaram que as células transplantadas se integraram com sucesso e sobreviveram por um ano. Futuramente, pesquisadores visam criar bancos de células especializados que permitirão um tratamento personalizado para cada paciente. As células danificadas no glaucoma são responsáveis pela transmissão da informação visual e em longo prazo, sem tratamento, podem levar a cegueira completa. Durante a pesquisa, os cientistas conseguiram não apenas desenvolver neurônios (as células ganglionares da retina são consi

Pesquisadores criaram um produto capaz de acelerar a cicatrização de lesões de pessoas com diabetes. Pesquisas com seres humanos começarão em breve Este biocurativo pode acelerar cicatrização de feridas Foto: INSITU/Divulgação Imagine uma bio-impressora capaz de gerar curativos feitos com células-tronco, que então são colocados nas feridas das pernas de pessoas com diabetes. Essas lesões, que demorariam meses ou anos para cicatrizar, fecham-se bem mais rapidamente. Parece ficção científica, mas não é. Uma interessante e inédita linha de estudos conduzida no Brasil pelo grupo da empresa INSITU, de Ribeirão Preto, está fazendo exatamente isso. São os biocurativos. Os pesquisadores, liderados pela bióloga Carolina Caliari, usam células-tronco mesenquimais coletadas direto do cordão umbilical. Essas células possuem capacidades anti-inflamatórias e regenerativas, que são primordiais para uma rápida cicatrização. Além disso, não provocam rejeição — o organismo de quem as recebe não cri