Transplantes de células-tronco hematopoiéticas têm sido decisivos no tratamento de imunodeficiências congênitas no Brasil. É o que comprovou um estudo do Grupo de Trabalho de Transplante Pediátrico, da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), apresentado no início do mês, em San Diego, nos Estados Unidos, durante encontro internacional. O estudo avaliou 166 pacientes com imunodeficiência primária, submetidos ao transplante entre 1992 e abril de 2014, em dez diferentes centros transplantadores do país, entre instituições públicas e privadas. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com menos de 3 anos de idade, visto que a doença se manifesta quase sempre de maneira precoce e apresenta alto índice de morbimortalidade, se não diagnosticadas na fase inicial. De acordo com a coordenadora do levantamento na Universidade Federal do Paraná, Carmem Bonfim, o transplante de células-tronco hematopoiéticas é curativo na maioria dos casos de imunod
O chefe do serviço de ortopedia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES/UFBA), professor Gildásio Daltro, realiza uma pesquisa, desenvolvendo um tratamento alternativo para pacientes portadores de anemia falciforme que desenvolvem necrose nos ossos com 93% de sucesso. A nova cirurgia faz a aplicação de uma espécie de massa contendo células-tronco do próprio paciente. A anemia falciforme é uma doença genética que se caracteriza pela má formação das células vermelhas do sangue, em formato de foice, que são removidas da circulação e destruídas. Esses pacientes têm grande risco de desenvolver osteonecrose devido à oclusão da pequena rede de vasos. As células que transportam o oxigênio pelo corpo apresentam formato de foice e não conseguem prender efetivamente esse oxigênio para alimentar todo o organismo. Além disso, a membrana muito fina faz com que seja mais susceptível à destruição. Consequentemente, a pessoa portadora da anemia falciforme apresenta
Uma equipe do Hospital Universitário de Hiroshima, no Japão, realizou com sucesso a primeira operação para regenerar cartilagem do joelho utilizando células-tronco misturadas com ferro e imãs para concentrá-las na área afetada. Embora ainda seja necessário aproximadamente um ano para determinar a efetividade do tratamento, o grupo de cirurgiões lembrou que as operações realizadas até agora em animais tiveram um grande sucesso. O procedimento, que neste caso foi utilizado em uma mulher de 18 anos, começou com a extração de células-tronco mesenquimais da medula óssea da paciente. Em seguida, elas foram misturadas com pó de ferro para criar células-tronco (que têm capacidade para se transformar em qualquer tipo de tecido) com um alto conteúdo deste metal. A equipe injetou as células no joelho direito da mulher e depois empregou imãs para concentrá-las na área onde havia perda de cartilagem, com o objetivo de que se transformem em tecido cartilaginoso nos próximos
Caiu... E agora? Quando a criança perde os primeiros dentes de leite, muitos pais guardam de recordação, transformam em pingentes ou estimulam a o filho a colocá-lo embaixo do travesseiro, à espera da fada do dente. No entanto, a ciência oferece outras possibilidades (muito nobres!) de destino para esse pedacinho do seu filho. Você pode, por exemplo, guardar o dente extraído em um recipiente com soro fisiológico, dentro de uma caixinha de isopor com gelo, e encaminhá-lo para uma universidade de odontologia da sua cidade. Muitas instituições recebem essas doações, que são úteis para diferentes tipos de pesquisa e para o estudo da anatomia durante as aulas. Outra possibilidade é entrar em contato com laboratórios ou universidades que realizam pesquisas com células-tronco. A instituição enviará à família ou ao consultório do odontopediatra responsável pela extração um recipiente específico, com um líquido usado exclusivamente para conservar os tecidos da polpa do dente (
No olho humano há uma estrutura localizada entre a retina e a raiz da íris, chamada corpo ciliar, responsável pela acomodação do cristalino e pela formação de humor aquoso – o líquido incolor que preenche as câmaras oculares e mantém a pressão intraocular. O corpo ciliar é revestido por um tecido (epitélio) formado por duas camadas de células, o epitélio ciliar. Há cerca de 15 anos, descobriu-se que essa estrutura também possui células quiescentes (inativas) que, sob condições específicas, podem ser estimuladas a se tornar células-tronco ou progenitoras – capazes de proliferar e se diferenciar em tipos celulares perdidos pela degeneração da retina. Agora, um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) apontou possíveis formas de estimular a proliferação ou a reprogramação dessas células do epitélio ciliar em camundongos. Os resultados d