Um grupo de hematologistas acaba de dar mais um passo na luta contra o HIV. A partir do uso de células-tronco, os pesquisadores projetaram um glóbulo branco especial, resistente ao vírus. Os resultados foram divulgados na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences. A equipe de cientistas é liderada por Yuet Wai Kan, da Universidade da Califórnia, ex-presidente da Sociedade Americana de Hematologia. Segundo a Wired, o glóbulo branco que eles tinham a intenção de transformar era o T — uma célula responsável pelo envio de sinais para outras do sistema imune, muito atingida pelo HIV. Ao contar células desse tipo em um milímetro cúbico de sangue, médicos identificam em pacientes sadios entre 500 e 1.500 células/mm3 (que é a faixa normal). Se elas caem abaixo de 250, é sinal de que o HIV se apoderou do sistema e está utilizando as células como um ponto de entrada. O vírus promove a invasão se anexando a uma proteína na superfície das células T,
Cientistas conseguiram a primeira forte evidência de que as células-tronco embrionárias humanas podem, de fato, ajudar pacientes. As células parecem ter melhorado a visão em mais da metade de 18 pacientes que haviam se tornado legalmente cegos por causa de duas doenças oculares, atualmente incuráveis e progressivas. Os pesquisadores enfatizam que os resultados são preliminares, porque o número de pacientes tratados foi relativamente pequeno e eles só foram acompanhados por uma média de menos de dois anos. Mas os resultados são bastante promissores. “Eu estou surpreso que isso está funcionando da maneira que está – ou que parece estar funcionando”, diz Steven Schwartz, especialista ocular da Universidade da Califórnia, nos EUA, que conduziu o estudo. Outros pesquisadores concordaram que o trabalho é preliminar, mas também altamente promissor. “Isso permite que você diga, ‘OK, agora que essas células têm sido usadas em pacientes que têm cegueira, talvez possa
Cientistas da Universidade McMaster, no Canadá, acabam de descobrir um modo de transformar células sanguíneas em neurônios sensoriais adultos. A descoberta, publicada no periódico Cell Reports, é resultado de cinco anos de pesquisa conduzida pelo Dr. Mickie Bhatia, diretor do Instituto de Pesquisa de Célula Tronco e Câncer da McMaster, e sua equipe de 12 cientistas. Os neurônios são células do sistema neurológico responsáveis pela condução do impulso nervoso e que são encontradas tanto no sistema nervoso central quanto no sistema nervoso periférico. As células periféricas se comunicam com o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central) e transmitem coisas como pressão, temperatura e detecção de dor. Após alguns anos de tentativas e erros, os pesquisadores conseguiram realizar o processo de conversão em 30 dias, utilizando a reprogramação da proteína OCT4. Primeiro, eles colocam as células do sangue em placas de petri. Em seguida, eles precisam man
O avanço das pesquisas com células-tronco pode representar um grande passo para o entendimento e o tratamento de um problema que acomete cerca de 15 milhões de brasileiros: o transtorno bipolar, distúrbio caracterizado por alterações de humor extremas, em que o paciente vive fases alternadas de depressão e euforia. Pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, permitiu aos cientistas identificar diferenças em neurônios de pessoas que sofrem com a condição. Além disso, foi possível observar a maneira como as células nervosas se comunicam e como respondem ao lítio, substância comumente usada em tratamentos psiquiátricos. Para isso, os cientistas começaram com a produção dos neurônios por meio de um método bastante conhecido, no qual células da pele são transformadas em estruturas pluripotentes (com potencial para se converterem em qualquer tipo celular) e, em seguida, estimuladas até se transformarem em células do sistema
Um grupo de células-tronco capazes de reparar o dano irreversível de um ataque cardíaco foi descoberto por cientistas britânicos que acreditam que a descoberta pode oferecer uma nova esperança para doentes com problemas cardíacos, que podem vir a ser tratados com uma injeção destas células-tronco recém-descobertas. Investigadores da Fundação Britânica do Coração e do Colégio Imperial de Londres descobriram que um tipo particular de células-tronco no coração que é crucial para o processo de regeneração, por terem na sua superfície uma proteína específica com potencial para reparar corações danificados, a proteína PDGFRa. Num artigo publicado na revista Nature Communications, a equipa explica que a proteína foi usada para encontrar, purificar e multiplicar estas células-tronco em número suficiente, para que pudessem ser injetadas em corações danificados. A pesquisa mostrou que depois das novas células estaminais terem sido injetadas, os órgãos restabeleceram