O menino Vinícius Bail, que ficou cego ao se envolver em um acidente durante um jogo de futsal na escola, viajou para a Tailândia na quarta-feira (2). Após uma campanha na internet, o adolescente de 14 anos de Guarapuava, na região central do Paraná, conseguiu os R$ 150 mil necessários para um tratamento experimental com células-tronco no exterior. Vinícius perdeu a visão em 2014. “Nós estávamos jogando e eu chutei a bola no travessão, a trave balançou e ia cair em cima do goleiro. Daí, eu empurrei o goleiro e sobrou para mim”, explica o menino sobre como perdeu a visão. Depois do acidente, ele ficou internado por um mês – 22 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além de não enxergar mais, Vinicius também perdeu o movimento de uma das pernas e de um dos braços. Depois de várias sessões de fisioterapia, conseguiu voltar a movê-los. Aos poucos, com a ajuda dos médicos e da família, o menino tem tentado superar as dificuldades, mas sem previsão para voltar a enx
Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, descobriram que células-tronco mesenquimais encontradas no tecido adiposo, quando injetadas em camundongos com distrofia muscular, melhoravam a fraqueza dos animais e aumentavam sua expectativa de vida! A distrofia muscular faz parte de um grupo de mais de 30 doenças diferentes que afetam a musculatura do corpo. Por causa da alteração em um gene, a pessoa deixa de produzir uma proteína essencial para o músculo, que leva a degeneração e fraqueza progressiva. Se contarmos todas as Distrofias Musculares, podemos dizer que estas doenças acometem uma em cada mil pessoas. Isso significa que, no Brasil, mais de 200.000 pessoas são atingidas por essas doenças, que são muito graves e incapacitantes. Devido ao grande número de pessoas acometidas, grupos de pesquisas ao redor do mundo têm buscado alternativas de cura para as distrofias. O grupo do laboratório do Centro de Estudos do Gen
Um tratamento com células-tronco mesenquimais humanas aumentou em 50% a sobrevida de camundongos com câncer de mama em experimentos realizados na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa foi conduzida no âmbito do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco, um dos CEPIDs apoiados pela Fapesp. Os resultados foram divulgados na revista Stem Cells International. “A terapia com células mesenquimais não curou a doença, mas retardou sua progressão. E aplicamos apenas duas injeções de células-tronco nos animais. É possível que um tratamento continuado, aliado à cirurgia para remoção do tumor, tenha um resultado ainda mais significativo”, comentou Tatiana Jazedje, coordenadora da pesquisa apoiada pela Fapesp. Encontradas em praticamente todos os órgãos humanos e também de roedores, as células-tronco mesenquimais auxiliam na sobrevivência dos tecidos produzindo diversos fatores que garantem suporte
Pesquisadores norte-americanos utilizaram uma controversa técnica de clonagem para fazer novas, mais saudáveis e perfeitamente combináveis células-tronco a partir da pele de pacientes com doenças mitocondriais, em um primeiro passo em direção ao tratamento para estas condições incuráveis e que podem até matar. Um estudo sobre a técnica, publicado na revista científica Nature, mostrou o mais recente avanço no uso de transferência nuclear de células somáticas, a fim de fazer células-tronco específicas para pacientes que poderiam ser utilizadas para tratar doenças genéticas. “Este trabalho permite a geração de um ilimitado - e livre de mutação - fornecimento de células substitutas para pacientes com doenças mitocondriais”, disse Robert Lanza, chefe-científico da Advanced Cell Technology, que não esteve envolvido na pesquisa. Transferência nuclear é tipicamente o primeiro passo na clonagem reprodutiva - utilizando células adultas para fazer uma cópia genética de
A doença ocorre quando o sistema imunológico do corpo humano destrói as células que controlam o nível de açúcar no sangue. Uma equipe de Harvard usou células-tronco para produzir centenas de milhares dessas células em laboratório. Testes em ratos mostraram que elas podem tratar a doença, procedimento que especialistas descreveram como "potencialmente um grande avanço médico". Células beta no pâncreas produzem insulina para baixar os níveis de açúcar no sangue - Mas o próprio sistema imunológico do organismo pode se voltar contra as células beta, as destruindo e deixando a pessoa com uma doença potencialmente fatal, pois o corpo passa a não conseguir regular o nível de açúcar no sangue. A doença tipo 1 é bem diferente da diabetes tipo 2, que é de incidência mais comum por ser causada por um estilo de vida pouco saudável. Coquetel perfeito - A equipe de Harvard foi liderada pelo professor Doug Melton, que começou sua busca pela cura da doença quando seu filho