

Pesquisadores do Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) trabalham no desenvolvimento de uma terapia gênica contra a mucopolissacaridose tipo 1 (MPSI), doença genética que causa prejuízos cognitivos e lesões em diversos órgãos. A pesquisa é apoiada pela FAPESP e coordenada pelo professor Sang Won Han. “O tratamento hoje disponível, a reposição enzimática, precisa ser mantido a vida toda, é caro e não reverte os danos cognitivos, apenas retarda sua progressão. Uma opção seria o transplante de medula óssea, mas é difícil encontrar doador compatível e precisa ser realizado nos primeiros anos de vida. Nós estamos buscando um método de cura por terapia gênica e já conseguimos melhora em experimentos com camundongos”, disse Han. A doença, explicou o pesquisador, é causada por mutações em um único gene que codifica a enzima alpha-L-iduronidase (IDUA), que junto com outras proteínas participa do processo de degradação de um polissacarídeo conhecido como gli

Vantagens do armazenamento das células-tronco da polpa do dente de leite Dentre as várias fontes de células-tronco, a polpa do dente destaca-se pelo fato de fornecer células-tronco mesenquimais multipotentes e imunocompatíveis, isto é: elas podem servir não só ao doador, mas também a toda sua família. A obtenção da polpa do dente de leite é um processo não invasivo e que pode ser feita naturalmente durante o período de troca dos dentes da criança, entre os 5 e 12 anos. Essas células-tronco são células jovens e de excelente qualidade e quantidade, portanto indicado para um futuro tratamento de doenças degenerativas. Por que células-tronco da polpa do dente de leite são tão especiais? A polpa do dente é uma pequena massa de tecido vivo, composta de vasos sanguíneos, nervos e células-tronco. Essas células são denominadas células-tronco mesenquimais multipotentes, o que significa que elas têm a capacidade de se transformar em uma ampla variedade de tipos de células, incluindo: Mióc
Pesquisadores do Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) trabalham no desenvolvimento de uma terapia gênica contra a mucopolissacaridose tipo 1 (MPSI), doença genética que causa prejuízos cognitivos e lesões em diversos órgãos. A pesquisa é apoiada pela FAPESP e coordenada pelo professor Sang Won Han. “O tratamento hoje disponível, a reposição enzimática, precisa ser mantido a vida toda, é caro e não reverte os danos cognitivos, apenas retarda sua progressão. Uma opção seria o transplante de medula óssea, mas é difícil encontrar doador compatível e precisa ser realizado nos primeiros anos de vida. Nós estamos buscando um método de cura por terapia gênica e já conseguimos melhora em experimentos com camundongos”, disse Han. A doença, explicou o pesquisador, é causada por mutações em um único gene que codifica a enzima alpha-L-iduronidase (IDUA), que junto com outras proteínas participa do processo de degradação de um polissacarí
Ensaios clínicos demonstraram que receber um transplante de células-tronco mesenquimais pode melhorar muito a condição dos pacientes com lúpus, ajudando a diminuir o seu risco de osteoporose. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, identificou um mecanismo pelo qual os transplantes de células estaminais podem ajudar a preservar a saúde óssea num modelo animal de lúpus. Num artigo publicado na revista Cell Metabolism, a equipa explica que as células transplantadas proporcionam uma fonte de uma proteína chave, designada por Fas, que melhora a função das células-tronco da medula óssea. O trabalho poderá ter implicações para futuras estratégias terapêuticas para o lúpus, bem como para outras doenças para as quais os transplantes de células estaminais se têm revelado promissores. Songtao Shi, coautor do estudo, explica que "as células em si não produzem a Fas, mas podem usar os componentes das células-tronco de dadores par
Pesquisadores revelaram um significativo avanço para o tratamento de doenças mitocondriais raras, passadas de mãe para filho. Através de terapia com células-tronco, os cientistas ”corrigiram” mitocôndrias nocivas em células da pele retiradas de pacientes para criarem células-tronco pluripotentes. Publicada na revista Nature, a pesquisa pode ser de muita importância para o tratamento dessas doenças, que, apesar de raras, podem ser bastante significativas, chegando a afetar visão, audição e até a massa muscular. Sobre a descoberta, o grupo da Oregon Health & Science University manifestou-se: ”Esta descoberta prepara o terreno para a substituição de tecidos doentes em pacientes e abre as portas para o mundo da medicina regenerativa, onde os médicos são capazes de tratar doenças humanas que são atualmente incuráveis”. Para se ter uma ideia da potencialidade dessa pesquisa, atualmente, entre mil e 4 mil crianças nascem com doenças mitocondriais a cada ano nos Estad