
Sydney – Uma equipe de cientistas australianos conseguiu criar um rim do tamanho de um feto de cinco semanas a partir de células-tronco. “É menor que o rim de um adulto. Essencialmente se trata de um pequeno rim em desenvolvimento”, explicou a cientista Melissa Little ao canal “ABC”. Os especialistas submergiram as células-tronco em concentrações perfeitamente calibradas de moléculas denominadas fatores de crescimento ou tróficos para guiá-las no crescimento deste órgão em processo que imitava o desenvolvimento normal. Os cientistas utilizaram um molde para a criação do órgão e destacaram que ainda faltam várias décadas para que possam produzir este tipo de órgãos para transplantes. “Tivemos que guiar as células através de todos os passos que estas normalmente adotariam durante seu desenvolvimento”, disse Melissa ao detalhar o processo de elaboração. A princípio, os cientistas queriam que as células-tronco produzissem somente um tipo de célula do r

Pesquisadores do Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) trabalham no desenvolvimento de uma terapia gênica contra a mucopolissacaridose tipo 1 (MPSI), doença genética que causa prejuízos cognitivos e lesões em diversos órgãos. A pesquisa é apoiada pela FAPESP e coordenada pelo professor Sang Won Han. “O tratamento hoje disponível, a reposição enzimática, precisa ser mantido a vida toda, é caro e não reverte os danos cognitivos, apenas retarda sua progressão. Uma opção seria o transplante de medula óssea, mas é difícil encontrar doador compatível e precisa ser realizado nos primeiros anos de vida. Nós estamos buscando um método de cura por terapia gênica e já conseguimos melhora em experimentos com camundongos”, disse Han. A doença, explicou o pesquisador, é causada por mutações em um único gene que codifica a enzima alpha-L-iduronidase (IDUA), que junto com outras proteínas participa do processo de degradação de um polissacarídeo conhecido como gli

Vantagens do armazenamento das células-tronco da polpa do dente de leite Dentre as várias fontes de células-tronco, a polpa do dente destaca-se pelo fato de fornecer células-tronco mesenquimais multipotentes e imunocompatíveis, isto é: elas podem servir não só ao doador, mas também a toda sua família. A obtenção da polpa do dente de leite é um processo não invasivo e que pode ser feita naturalmente durante o período de troca dos dentes da criança, entre os 5 e 12 anos. Essas células-tronco são células jovens e de excelente qualidade e quantidade, portanto indicado para um futuro tratamento de doenças degenerativas. Por que células-tronco da polpa do dente de leite são tão especiais? A polpa do dente é uma pequena massa de tecido vivo, composta de vasos sanguíneos, nervos e células-tronco. Essas células são denominadas células-tronco mesenquimais multipotentes, o que significa que elas têm a capacidade de se transformar em uma ampla variedade de tipos de células, incluindo: Mióc
Pesquisadores do Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) trabalham no desenvolvimento de uma terapia gênica contra a mucopolissacaridose tipo 1 (MPSI), doença genética que causa prejuízos cognitivos e lesões em diversos órgãos. A pesquisa é apoiada pela FAPESP e coordenada pelo professor Sang Won Han. “O tratamento hoje disponível, a reposição enzimática, precisa ser mantido a vida toda, é caro e não reverte os danos cognitivos, apenas retarda sua progressão. Uma opção seria o transplante de medula óssea, mas é difícil encontrar doador compatível e precisa ser realizado nos primeiros anos de vida. Nós estamos buscando um método de cura por terapia gênica e já conseguimos melhora em experimentos com camundongos”, disse Han. A doença, explicou o pesquisador, é causada por mutações em um único gene que codifica a enzima alpha-L-iduronidase (IDUA), que junto com outras proteínas participa do processo de degradação de um polissacarí
Ensaios clínicos demonstraram que receber um transplante de células-tronco mesenquimais pode melhorar muito a condição dos pacientes com lúpus, ajudando a diminuir o seu risco de osteoporose. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, identificou um mecanismo pelo qual os transplantes de células estaminais podem ajudar a preservar a saúde óssea num modelo animal de lúpus. Num artigo publicado na revista Cell Metabolism, a equipa explica que as células transplantadas proporcionam uma fonte de uma proteína chave, designada por Fas, que melhora a função das células-tronco da medula óssea. O trabalho poderá ter implicações para futuras estratégias terapêuticas para o lúpus, bem como para outras doenças para as quais os transplantes de células estaminais se têm revelado promissores. Songtao Shi, coautor do estudo, explica que "as células em si não produzem a Fas, mas podem usar os componentes das células-tronco de dadores par