Uma equipe de médicos irá experimentar, em janeiro de 2016, pela primeira vez, um tratamento para injetar células-tronco embrionárias em fetos, a fim de tratar dentro do útero materno uma doença incurável que afeta os ossos. Com este ensaio clínico, a cargo de especialistas do Instituto Karolinska, da Suécia, e do Great Ormond Street Hospital, da Inglaterra, espera-se que as células-tronco embrionárias, capazes de se transformar em diferentes tecidos, aliviem os sintomas da osteogênese imperfeita (também conhecida como doença dos ossos de vidro), detectada em um de cada 25 mil recém-nascidos. Lyn Chitty, do hospital londrino, disse à rede britânica que serão realizados testes genéticos capazes de detectar os defeitos que geram esse problema, que até o momento não tem cura. "Trata-se de uma doença muito grave. Nosso objetivo é ver se no útero, o tratamento com células-tronco pode melhorar a condição e o número de fraturas", afirmou a especialista.
O uso de células-tronco extraídas a partir da polpa do dente de leite, para tratamentos de malformação congênita, como lábio leporino, foi destaque no 1º Fórum sobre células-tronco promovido pela R-Crio — Centro de tecnologia celular, especializada em armazenamento de células-tronco —, realizado em São Paulo. Em fase de testes nos Hospitais Sírio-Libanês e Menino Jesus, a nova técnica promete revolucionar o tratamento da doença, além de trazer maior conforto para os pacientes e reduzir custos operacionais com a internação. Descoberto pela pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Daniela Bueno, o uso de células-tronco associado a biomateriais tem apresentado ótimos resultados em crianças com malformações do céu da boca e lábio. A técnica, que dispensa a retirada de uma parte do osso da bacia — hoje o procedimento mais utilizados nos hospitais do mundo inteiro —, reduz dores com o pós-operatório e estimula a formação óssea em até seis meses
Pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, usaram as células-tronco oriundas do sangue de cordão umbilical (SCU) no tratamento de um bebê que nasceu com hidrocefalia, doença caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido dentro do crânio que leva ao inchaço e ao aumento de pressão do cérebro. As células-tronco de Grace Matthews foram coletadas do sangue de cordão umbilical no momento do parto e armazenadas. Hoje a bebê faz parte de um estudo inovador Universidade de Duke aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano. O estudo com a bebê Grace, liderado pela médica Joanne Kurtzberg, do setor de Neuropediatria da Universidade de Duke, representa uma esperança na área da saúde. Veja a matéria na íntegra (em inglês): http://america.aljazeera.com/watch/shows/techknow/articles/2014/7/18/need-to-know-regenerativemedicine.html Comentário CCB: As células-tronco contidas no sangue do cordão umbilical, tem propr
Uma experiência inédita realizada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) que pode transformar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para o desgaste das articulações entre os ossos foi apresentada pela primeira vez na em Guangzhou, na China. A pesquisa do cirurgião ortopedista Eduardo Branco, do Into, tem potencial para aposentar no futuro as próteses sintéticas tradicionais, utilizadas em milhares de pacientes com artrose. O pesquisador foi selecionado para demonstrar os resultados de sua experiência com células-tronco no Congresso Mundial de Ortopedia, que ocorreu entre de 17 a 19 de setembro. Eduardo Branco investiga um tipo específico de célula-tronco no líquido que reveste as articulações do corpo, como as do joelho, quadril e ombro. É o líquido sinovial. Ele foi selecionado pela Sociedade Internacional de Ortopedia e Traumatologia, juntamente com outros quatro brasileiros até 40 anos de idade, para uma bolsa de estudos no Co
Os 18 transplantes de células-tronco neurais realizados em pacientes com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) na Itália tiveram resultados positivos. Apesar de ser ainda muito cedo para falar em uma cura definitiva para a doença neurodegenerativa, a notícia representa certamente um passo à frente na luta contra ela. O avançado experimento foi conduzido pelo professor de biologia da Universidade de Bicocca, em Milão, e diretor científico do instituto de pesquisas Casa Sollievo della Sofferenza di San Pio, Angelo Vescovi. A primeira fase da pesquisa, feita apenas com pacientes italianos, chegou à conclusão de que o tratamento é realmente seguro e que três das 18 pessoas transplantadas mostraram benefícios neuronais em relação à doença. Estes dados preliminares também dão esperança de que no futuro haverá uma terapia definitiva para a ELA. Em entrevista exclusiva à ANSA, Vescovi disse que os resultados do experimento são "excelentes", mas que ainda "é cedo para p