

Pesquisadores do Instituto Max Planck (Alemanha) cultivaram pela primeira vez em laboratório um modelo das trompas de Falópio humanas. Esses sistemas-modelo podem ajudar a investigar como as células, os tecidos e os órgãos inteiros funcionam. Para que os resultados sejam confiáveis, os modelos de laboratório devem ser tão semelhantes aos seus equivalentes naturais quanto possível. As trompas de Falópio - também chamadas de tubas uterinas ou ovidutos - são parte do sistema reprodutor feminino. Medindo de 10 a 15 cm de comprimento, esses tubos ligam os ovários ao útero e facilitam o transporte do ovo fertilizado até o útero. Elas são, portanto, essenciais para uma reprodução bem-sucedida. Agora a equipe pretende estudar as infecções que ocorrem no órgão, bem como o desenvolvimento de progenitores dos cânceres que podem atingir as trompas de Falópio. "As trompas de Falópio podem ser cronicamente infectadas por bactérias," explica o professor Thomas Meyer, responsável pela criação do

Sheffield (Grã-Bretanha) – Um tratamento inovador com células-tronco consegue travar e depois reverter os efeitos paralisantes da Esclerose Múltipla. Pacientes que recebem este inovador tratamento puderam caminhar novamente e a doença parece ter sido travada e revertida. Holly Drewry, de 25 anos, residente em Sheffield, na Grã-Bretanha, que tinha sido confinada a uma cadeira de rodas depois do nascimento da sua filha de dois anos, Isla, diz que o novo tratamento transformou a sua vida. Ela disse ao programa Panorama, da BBC: “Eu não podia caminhar bem. Não confiava em mim própria para segurar Isla no caso de eu cair. Sendo mãe pela primeira vez eu queria fazer tudo direito mas a minha Esclerose Múltipla não me permitia”. “É assustador porque a pessoa pensa: Quando é que isto vai terminar?” Ela está a ser tratada no Royal Hallamshire Hospital, em Sheffield, e no King’s College Hospital, em Londres. Ela está a receber altas doses de droga de quimioterapia para destruir o seu defici

Mais um avanço no combate ao mal de Parkinson. Pesquisadores brasileiros estão animados com os resultados do uso de células-tronco no tratamento da doença. O experimento, que utilizou células tronco-embrionárias, fabricou neurônios produtores de dopamina, conseguindo deixá-las saudáveis e funcionais durante os quinze meses de duração do estudo. As células-tronco, introduzidas em camundongos, foram capazes de restaurar, nos animais, a função motora, sem desenvolvimento de tumores. O mal de Parkinson é uma doença provocada pela degeneração e morte de neurônios produtores de dopamina no cérebro. Ela afeta mais de 10 milhões de pessoas no mundo. Os tratamentos atualmente são realizados através de remédios e implantes elétricos, que provocam diversos efeitos colaterais e não conseguem o principal, que é deter o avanço da doença. Estudos anteriores comprovaram a eficácia das células-tronco embrionárias na melhora da função motora dos animais, mas os tumores que surgiam durante o trata
Uma equipa de cientistas norte-americanos diz ter identificado e isolado, pela primeira vez, uma população de células-tronco capazes de promover a formação do crânio e reparar o tecido ósseo craniofacial em cobaias de laboratório. As descobertas, garantem, podem ser um passo importante para usar as células-tronco na reconstrução dos ossos da face e da cabeça, no futuro, de acordo com um artigo publicado na Nature Communications. O autor sénior da pesquisa, Wei Hsu, do Instituto Eastman de Saúde Bucal do Centro Médico da Universidade de Rochester, disse que o objetivo é entender melhor e encontrar uma terapia com células-tronco para uma condição conhecida como craniossinostose, uma deformidade do crânio em crianças, que muitas vezes leva a atrasos no desenvolvimento e pressão elevadas com risco de vida. Wei Hsu acredita que os seus resultados contribuem para um campo emergente que envolve a engenharia de tecidos que usa as células-tronco e outros materiais para inventar formas super
Estudo de brasileira já apresenta bons resultados para tratar lábio leporino. A reconstrução óssea por meio de células-tronco já não é uma realidade tão distante e poderá ajudar a pessoas com deficiências de nascença ou até mesmo com traumas por causa de acidentes. Segundo estudo de Daniela Bueno, especialista em genética humana e células-tronco pelo Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo) e pesquisadora do Hospital Sírio-Libanês Daniela Bueno, o tratamento salvará pacientes que sofrem com lábio leporino, por fazer crescer a formação óssea do céu da boca com eficiência e com custo até mais baixo. A doença é uma malformação, que divide o lábio superior em duas partes, mas pode atingir todo o céu da boca e a base do nariz, e que provoca má nutrição, distúrbios respiratórios, problemas de fala e audição, infecções crônicas, alterações na dentição e afeta um em cada 650 brasileiros. Em sua pesquisa, a cientista utilizou células-tronco da polpa do dente