

Há dois anos, a secretária Pâmela Bruna Moreira, de 29 anos, precisou aprender a conviver com crises constantes de falta de ar, manchas pelo corpo e muitas dores. Os sintomas da esclerose sistêmica, doença reumática que compromete os movimentos, prejudicava a realização de tarefas simples, como abotoar a camisa ou amarrar o cadarço do tênis. Sem esperança de cura, Pâmela se viu obrigada a deixar o trabalho e sofria ao perceber a paralisação gradativa das mãos. Em julho do ano passado, porém, a secretária foi submetida a um transplante de medula óssea, durante uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto (SP). Seis meses após procedimento, a jovem conta que voltou a ter uma vida praticamente normal. "Um mês depois, começou a voltar a pigmentação da pele, porque algumas partes ficaram brancas, como vitiligo. As dores também sumiram. Antes, eu acordava pela manhã e parecia que um trator tinha passado por cima de mim. Hoje, eu estou ótima", diz. Assim como

Quem tem diabetes tipo 1 e precisa usar injeções de insulina não vê a hora de surgir um tratamento novo para a doença. Afinal de contas, essa forma de terapia não avançou muito nas últimas décadas. Agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) trazem uma ótima notícia: um estudo mostra que células beta produtoras de insulina feitas a partir de células tronco humanas podem “desligar” a diabetes em ratos por até seis meses. No pâncreas de uma pessoas saudável, conjuntos de células beta produzem insulina para balancear os níveis de açúcar no sangue. Quem tem o tipo 1 da doença tem essas células atacadas pelo próprio sistema imunológico e não consegue produzir o hormônio. Assim, esta é uma doença autoimune e atualmente incurável. Em 2014, uma pesquisa anterior, da Universidade de Harvard (EUA), conseguiu criar novas células beta a partir das células tronco humanas. Essas células funcionaram perfeitamente em ratos diabéticos, mas logo o sistema imunológico deles

Com o advento da tecnologia, a medicina pôde avançar a passos largos, particularmente nas últimas décadas. E essa evolução não dá sinais de ter chegado ao fim; pelo contrário, cada vez mais pesquisadores se aprofundam em aprimorar técnicas capazes de diminuir o sofrimento físico e psíquico dos seres humanos, seja tratando, corrigindo, curando, ou mesmo substituindo alguma(s) ‘parte(s)’ imperfeita(s) do organismo por outras mais saudáveis, em busca da longevidade com qualidade de vida. E é nesse contexto que surge a medicina regenerativa, um campo relativamente novo, já que o termo foi citado pela primeira vez num artigo norte-americano em 1992. Sua área de atuação se dá na aplicação de princípios de engenharia e de ciências da saúde para promover a substituição ou a regeneração de células, tecidos ou órgãos humanos com objetivo de restaurar as funções normais do organismo. Também conhecida como “engenharia de tecidos humanos”, a medicina regenerativa se tangibiliza de diferentes fo

Pesquisadores do Instituto Max Planck (Alemanha) cultivaram pela primeira vez em laboratório um modelo das trompas de Falópio humanas. Esses sistemas-modelo podem ajudar a investigar como as células, os tecidos e os órgãos inteiros funcionam. Para que os resultados sejam confiáveis, os modelos de laboratório devem ser tão semelhantes aos seus equivalentes naturais quanto possível. As trompas de Falópio - também chamadas de tubas uterinas ou ovidutos - são parte do sistema reprodutor feminino. Medindo de 10 a 15 cm de comprimento, esses tubos ligam os ovários ao útero e facilitam o transporte do ovo fertilizado até o útero. Elas são, portanto, essenciais para uma reprodução bem-sucedida. Agora a equipe pretende estudar as infecções que ocorrem no órgão, bem como o desenvolvimento de progenitores dos cânceres que podem atingir as trompas de Falópio. "As trompas de Falópio podem ser cronicamente infectadas por bactérias," explica o professor Thomas Meyer, responsável pela criação do

Sheffield (Grã-Bretanha) – Um tratamento inovador com células-tronco consegue travar e depois reverter os efeitos paralisantes da Esclerose Múltipla. Pacientes que recebem este inovador tratamento puderam caminhar novamente e a doença parece ter sido travada e revertida. Holly Drewry, de 25 anos, residente em Sheffield, na Grã-Bretanha, que tinha sido confinada a uma cadeira de rodas depois do nascimento da sua filha de dois anos, Isla, diz que o novo tratamento transformou a sua vida. Ela disse ao programa Panorama, da BBC: “Eu não podia caminhar bem. Não confiava em mim própria para segurar Isla no caso de eu cair. Sendo mãe pela primeira vez eu queria fazer tudo direito mas a minha Esclerose Múltipla não me permitia”. “É assustador porque a pessoa pensa: Quando é que isto vai terminar?” Ela está a ser tratada no Royal Hallamshire Hospital, em Sheffield, e no King’s College Hospital, em Londres. Ela está a receber altas doses de droga de quimioterapia para destruir o seu defici