

Uma equipe do Hospital St. Vincent, em Melbourne, na Austrália, desenvolveu uma nova tecnologia capaz de criar novas articulações a partir de células-tronco. Chamada de BioPen, a impressora 3D utiliza uma "tinta" feita de hidrogel e de células-tronco. Ela permitirá que os médicos personalizem de forma exata a cartilagem do paciente. O método pode ser utilizado em cirurgias de joelho ou qualquer outra em que é necessário realizar uma reconstituição do tecido. Construído a partir de plástico e titânio sob consulta da equipe médica, a BioPen parece corresponder bem aos desafios de uma sala de operação. "O desenvolvimento deste tipo de tecnologia só é possível com interações entre clínicos, para identificar o problema, e cientistas, a fim de desenvolver uma solução", disse o professor Peter Choong, diretor de ortopedia do Hospital St. Vincent. A BioPen também utiliza luz ultravioleta para endurecer na medida certa o biogel utilizado na produção da articulação. A equipe de desenvolvimen

Mais da metade dos casos de cegueira são causados por catarata, quando o cristalino - a lente natural existente no globo ocular - fica opaco. Em geral, o tratamento de catarata consiste no implante de uma lente artificial. Já o novo procedimento, descrito na revista especializada Nature , ativou células-tronco no olho para desenvolver uma nova lente. Especialistas descreveram o tratamento como um dos maiores avanços na medicina regenerativa. Tratamentos e complicações Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo perderam a visão devido à catarata. A doença é comum mais entre idosos, mas afeta algumas crianças desde o nascimento. Os tratamentos tradicionais usam ultrassom para amolecer e quebrar a lente natural deficiente. Em seguida, ela é retirada do olho. Uma lente intraocular artificial é então implantada no olho, mas esse procedimento pode resultar em complicações, principalmente em crianças. A nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Sun Yat-sen, na China,

Há dois anos, a secretária Pâmela Bruna Moreira, de 29 anos, precisou aprender a conviver com crises constantes de falta de ar, manchas pelo corpo e muitas dores. Os sintomas da esclerose sistêmica, doença reumática que compromete os movimentos, prejudicava a realização de tarefas simples, como abotoar a camisa ou amarrar o cadarço do tênis. Sem esperança de cura, Pâmela se viu obrigada a deixar o trabalho e sofria ao perceber a paralisação gradativa das mãos. Em julho do ano passado, porém, a secretária foi submetida a um transplante de medula óssea, durante uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto (SP). Seis meses após procedimento, a jovem conta que voltou a ter uma vida praticamente normal. "Um mês depois, começou a voltar a pigmentação da pele, porque algumas partes ficaram brancas, como vitiligo. As dores também sumiram. Antes, eu acordava pela manhã e parecia que um trator tinha passado por cima de mim. Hoje, eu estou ótima", diz. Assim como

Quem tem diabetes tipo 1 e precisa usar injeções de insulina não vê a hora de surgir um tratamento novo para a doença. Afinal de contas, essa forma de terapia não avançou muito nas últimas décadas. Agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) trazem uma ótima notícia: um estudo mostra que células beta produtoras de insulina feitas a partir de células tronco humanas podem “desligar” a diabetes em ratos por até seis meses. No pâncreas de uma pessoas saudável, conjuntos de células beta produzem insulina para balancear os níveis de açúcar no sangue. Quem tem o tipo 1 da doença tem essas células atacadas pelo próprio sistema imunológico e não consegue produzir o hormônio. Assim, esta é uma doença autoimune e atualmente incurável. Em 2014, uma pesquisa anterior, da Universidade de Harvard (EUA), conseguiu criar novas células beta a partir das células tronco humanas. Essas células funcionaram perfeitamente em ratos diabéticos, mas logo o sistema imunológico deles

Com o advento da tecnologia, a medicina pôde avançar a passos largos, particularmente nas últimas décadas. E essa evolução não dá sinais de ter chegado ao fim; pelo contrário, cada vez mais pesquisadores se aprofundam em aprimorar técnicas capazes de diminuir o sofrimento físico e psíquico dos seres humanos, seja tratando, corrigindo, curando, ou mesmo substituindo alguma(s) ‘parte(s)’ imperfeita(s) do organismo por outras mais saudáveis, em busca da longevidade com qualidade de vida. E é nesse contexto que surge a medicina regenerativa, um campo relativamente novo, já que o termo foi citado pela primeira vez num artigo norte-americano em 1992. Sua área de atuação se dá na aplicação de princípios de engenharia e de ciências da saúde para promover a substituição ou a regeneração de células, tecidos ou órgãos humanos com objetivo de restaurar as funções normais do organismo. Também conhecida como “engenharia de tecidos humanos”, a medicina regenerativa se tangibiliza de diferentes fo