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Notícias

7 de abril de 2016

BioPen permite que médicos criem cartilagens para reconstituição de articulações

Uma equipe do Hospital St. Vincent, em Melbourne, na Austrália, desenvolveu uma nova tecnologia capaz de criar novas articulações a partir de células-tronco. Chamada de BioPen, a impressora 3D utiliza uma "tinta" feita de hidrogel e de células-tronco. Ela permitirá que os médicos personalizem de forma exata a cartilagem do paciente. O método pode ser utilizado em cirurgias de joelho ou qualquer outra em que é necessário realizar uma reconstituição do tecido. Construído a partir de plástico e titânio sob consulta da equipe médica, a BioPen parece corresponder bem aos desafios de uma sala de operação. "O desenvolvimento deste tipo de tecnologia só é possível com interações entre clínicos, para identificar o problema, e cientistas, a fim de desenvolver uma solução", disse o professor Peter Choong, diretor de ortopedia do Hospital St. Vincent. A BioPen também utiliza luz ultravioleta para endurecer na medida certa o biogel utilizado na produção da articulação. A equipe de desenvolvimen

31 de março de 2016

Incisão pioneira com células-tronco regenera olhos de crianças com catarata

Mais da metade dos casos de cegueira são causados por catarata, quando o cristalino - a lente natural existente no globo ocular - fica opaco. Em geral, o tratamento de catarata consiste no implante de uma lente artificial. Já o novo procedimento, descrito na revista especializada Nature , ativou células-tronco no olho para desenvolver uma nova lente. Especialistas descreveram o tratamento como um dos maiores avanços na medicina regenerativa. Tratamentos e complicações Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo perderam a visão devido à catarata. A doença é comum mais entre idosos, mas afeta algumas crianças desde o nascimento. Os tratamentos tradicionais usam ultrassom para amolecer e quebrar a lente natural deficiente. Em seguida, ela é retirada do olho. Uma lente intraocular artificial é então implantada no olho, mas esse procedimento pode resultar em complicações, principalmente em crianças. A nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Sun Yat-sen, na China,

24 de março de 2016

Células-tronco devolvem movimentos a pacientes com esclerose sistêmica

Há dois anos, a secretária Pâmela Bruna Moreira, de 29 anos, precisou aprender a conviver com crises constantes de falta de ar, manchas pelo corpo e muitas dores. Os sintomas da esclerose sistêmica, doença reumática que compromete os movimentos, prejudicava a realização de tarefas simples, como abotoar a camisa ou amarrar o cadarço do tênis. Sem esperança de cura, Pâmela se viu obrigada a deixar o trabalho e sofria ao perceber a paralisação gradativa das mãos. Em julho do ano passado, porém, a secretária foi submetida a um transplante de medula óssea, durante uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto (SP). Seis meses após procedimento, a jovem conta que voltou a ter uma vida praticamente normal. "Um mês depois, começou a voltar a pigmentação da pele, porque algumas partes ficaram brancas, como vitiligo. As dores também sumiram. Antes, eu acordava pela manhã e parecia que um trator tinha passado por cima de mim. Hoje, eu estou ótima", diz. Assim como

17 de março de 2016

Novo tratamento com células tronco “desliga” diabetes tipo 1

Quem tem diabetes tipo 1 e precisa usar injeções de insulina não vê a hora de surgir um tratamento novo para a doença. Afinal de contas, essa forma de terapia não avançou muito nas últimas décadas. Agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) trazem uma ótima notícia: um estudo mostra que células beta produtoras de insulina feitas a partir de células tronco humanas podem “desligar” a diabetes em ratos por até seis meses. No pâncreas de uma pessoas saudável, conjuntos de células beta produzem insulina para balancear os níveis de açúcar no sangue. Quem tem o tipo 1 da doença tem essas células atacadas pelo próprio sistema imunológico e não consegue produzir o hormônio. Assim, esta é uma doença autoimune e atualmente incurável. Em 2014, uma pesquisa anterior, da Universidade de Harvard (EUA), conseguiu criar novas células beta a partir das células tronco humanas. Essas células funcionaram perfeitamente em ratos diabéticos, mas logo o sistema imunológico deles

11 de março de 2016

A medicina regenerativa e o papel das células-tronco

Com o advento da tecnologia, a medicina pôde avançar a passos largos, particularmente nas últimas décadas. E essa evolução não dá sinais de ter chegado ao fim; pelo contrário, cada vez mais pesquisadores se aprofundam em aprimorar técnicas capazes de diminuir o sofrimento físico e psíquico dos seres humanos, seja tratando, corrigindo, curando, ou mesmo substituindo alguma(s) ‘parte(s)’ imperfeita(s) do organismo por outras mais saudáveis, em busca da longevidade com qualidade de vida. E é nesse contexto que surge a medicina regenerativa, um campo relativamente novo, já que o termo foi citado pela primeira vez num artigo norte-americano em 1992. Sua área de atuação se dá na aplicação de princípios de engenharia e de ciências da saúde para promover a substituição ou a regeneração de células, tecidos ou órgãos humanos com objetivo de restaurar as funções normais do organismo. Também conhecida como “engenharia de tecidos humanos”, a medicina regenerativa se tangibiliza de diferentes fo

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