Pesquisadores do Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) trabalham no desenvolvimento de uma terapia gênica contra a mucopolissacaridose tipo 1 (MPSI), doença genética que causa prejuízos cognitivos e lesões em diversos órgãos. A pesquisa é apoiada pela FAPESP e coordenada pelo professor Sang Won Han. “O tratamento hoje disponível, a reposição enzimática, precisa ser mantido a vida toda, é caro e não reverte os danos cognitivos, apenas retarda sua progressão. Uma opção seria o transplante de medula óssea, mas é difícil encontrar doador compatível e precisa ser realizado nos primeiros anos de vida. Nós estamos buscando um método de cura por terapia gênica e já conseguimos melhora em experimentos com camundongos”, disse Han. A doença, explicou o pesquisador, é causada por mutações em um único gene que codifica a enzima alpha-L-iduronidase (IDUA), que junto com outras proteínas participa do processo de degradação de um polissacarí
Ensaios clínicos demonstraram que receber um transplante de células-tronco mesenquimais pode melhorar muito a condição dos pacientes com lúpus, ajudando a diminuir o seu risco de osteoporose. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, identificou um mecanismo pelo qual os transplantes de células estaminais podem ajudar a preservar a saúde óssea num modelo animal de lúpus. Num artigo publicado na revista Cell Metabolism, a equipa explica que as células transplantadas proporcionam uma fonte de uma proteína chave, designada por Fas, que melhora a função das células-tronco da medula óssea. O trabalho poderá ter implicações para futuras estratégias terapêuticas para o lúpus, bem como para outras doenças para as quais os transplantes de células estaminais se têm revelado promissores. Songtao Shi, coautor do estudo, explica que "as células em si não produzem a Fas, mas podem usar os componentes das células-tronco de dadores par
Pesquisadores revelaram um significativo avanço para o tratamento de doenças mitocondriais raras, passadas de mãe para filho. Através de terapia com células-tronco, os cientistas ”corrigiram” mitocôndrias nocivas em células da pele retiradas de pacientes para criarem células-tronco pluripotentes. Publicada na revista Nature, a pesquisa pode ser de muita importância para o tratamento dessas doenças, que, apesar de raras, podem ser bastante significativas, chegando a afetar visão, audição e até a massa muscular. Sobre a descoberta, o grupo da Oregon Health & Science University manifestou-se: ”Esta descoberta prepara o terreno para a substituição de tecidos doentes em pacientes e abre as portas para o mundo da medicina regenerativa, onde os médicos são capazes de tratar doenças humanas que são atualmente incuráveis”. Para se ter uma ideia da potencialidade dessa pesquisa, atualmente, entre mil e 4 mil crianças nascem com doenças mitocondriais a cada ano nos Estad
Uma empresa de biotecnologia ganhou luz verde dos reguladores de saúde europeus para iniciar o processo de implementação de uma autorização condicional de um tratamento de coração regenerativo baseado em células-tronco. A aprovação condicional, se for concedida, permitirá à empresa sedeada em Cardiff, em Inglaterra, começar a vender o seu produto Heartcel para regenerar áreas danificadas do coração. A terapia celular terá potencial para reduzir cicatrizes do músculo cardíaco provocadas por um ataque cardíaco ou insuficiência cardíaca. A avaliação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) está prevista para meados de 2016 e, se os resultados se revelarem promissores, a aprovação poderá ser concedida já em 2017. Comentário CCB: As experiências com células-tronco estão em ritmo acelerado em muitos países no mundo e os tratamentos são consequência destes testes cada vez mais inovadores. Fonte: Reuters
Uma equipe de cientistas conseguiu criar em laboratório organelas de um rim a partir de células-tronco. Após realizarem uma pesquisa para descobrir como essas células se desenvolvem para formar o órgão, os pesquisadores aplicaram o método para iniciar o processo de formação. Segundo o estudo publicado no jornal científico Nature, expostas a moléculas sinalizadoras, as células-tronco assumiram formas de néfrons ou dutos coletores, responsáveis pelo processo de filtragem do sangue no corpo humano. Após uma cultura das células que levou 20 dias, os cientistas constataram que tecidos normalmente encontrados em rins normais cresceram espontaneamente, como um princípio da Alça de Henle e túbulos proximais. O método ainda não é o suficiente para criar órgãos em laboratório para realizar transplantes, mas a descoberta ajudará os pesquisadores no desenvolvimento de medicamentos para pessoas com problemas nos rins. Comentário CCB: As células-tronco estão sendo