

A Fundação Hemocentro, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, foi contemplada mais uma vez pelo Governo Federal para sediar um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) no município, onde irá realizar as pesquisa para tratamentos com células-tronco. A instituição foi escolhida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) para manter um centro de pesquisa em células-tronco e terapia celular, que, de acordo com o presidente da Fundação, e coordenador do projeto, Dimas Tadeu Covas, colocam a cidade na vanguarda da ciência que desenvolve o tratamento do câncer com o uso de células do sistema imunológico. “Este tipo de tratamento, embora experimental, está disponível apenas em alguns poucos países da América do Norte, da Europa e da Ásia. O Brasil será, com este projeto, o primeiro país abaixo do Equador a desenvolver e oferecer esta tecnologia para os pacientes”, diz. Ainda de acordo com o presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, foram dispon

A comercialização de tecnologias de medicina regenerativa, uma área de ciências da vida que visa restaurar e / ou substituir tecidos ou órgãos danificados, tem sido dificultada pela incerteza quanto à classificação de terapias celulares. Este projeto de lei cria um período de uso condicional de 5 anos para produtos que tenham demonstrado segurança pré-clínica e uma expectativa razoável de eficácia. Os objetivos da legislação são (1) oferecer aos pacientes acesso precoce a novos tratamentos, (2) permitir mais tempo para que empresas solicitem aprovação oficial de produto biológico, enquanto continuam com a vigilância pós-mercado, (3) e esclarecer a ambiguidade da indústria sobre a supervisão. A S. 2689 / H.R. 4762 altera a Lei Federal de Alimentos, Drogas e Cosméticos de 1938 e a Lei de Serviço de Saúde Pública (PHS) de 1944 para criar uma via de aprovação condicional para a terapêutica celular. Enquanto o processo de aprovação final da Food and Drug Administration (FDA) permaneceria

Uma pesquisa revolucionária conduzida por cientistas chineses e publicada no periódico científico Cell Stem Cell, mostra que é possível criar esperma a partir de células-tronco – por enquanto apenas para ratos de laboratório. Após a transformação das células embrionárias emespermatozoides, os pesquisadores conseguiram realizar a fertilização in vitro de 379 óvulos de cobaias. Destes, nove foram bem sucedidos e geraram novos ratinhos. Após 15 meses do experimento, os animais se mostraram saudáveis e sexualmente ativos. É sabido que as células-tronco são capazes de se transformar em qualquer outro tipo de célula, mas, até então, elas nunca foram usadas na produção direta de esperma. Em estudos anteriores, já se conseguiu a transformação de células embrionárias em espermatozoides, mas foi preciso injetar o material nos testículos dos ratos para a produção dos gametas. Portanto, é a primeira vez que se produz esperma em laboratório, fora de um organismo. Vale dizer que, na verdade, os

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos conseguiu desenvolver, com o uso de células-tronco, tecido de pulmões em três dimensões em provetas, o que pode facilitar a pesquisa de doenças pulmonares mais efetivamente. O trabalho, publicado na revista "Stem Cells Translational Medicine", assegura que o tecido desenvolvido pelos especialistas em bioengenharia constitui-se em "organoides" similares a pequenos pulmões humanos. Os cientistas do Centro de Pesquisa de Células-Tronco da Universidade da Califórnia (UCLA) obtiveram este tecido recobrindo pequenas partículas de hidrogel com células-tronco procedentes de pulmões, o que permitiu que elas se reorganizassem na forma de sacos de ar similares a pulmões humanos. "Embora não tenhamos criado pulmões totalmente funcionais, pudemos pegar células de pulmão e colocá-las na disposição geométrica espacial correta para emular um pulmão humano", afirmou a médica Brigitte Gomperts, autora principal do estudo. Segundo os especialistas do Cent

Um estudo publicado na revista Nature (06/10) aponta para mais um avanço em pesquisas com células-tronco. Um grupo de cientistas anunciou que conseguiu com sucesso regenerar o coração de um primata não humano utilizando terapia com células-tronco. No estudo, os cientistas afirmaram que células do músculo cardíaco (cardiomiócitos) derivadas de células-tronco pluripotentes de um primata podem ser usadas em corações danificados, como por um infarto. Para o estudo, foi utilizada a Macaca fascicularis, conhecida também como macaco-cinomolgo. As células transplantadas se integraram eletricamente com os cardiomiócitos do receptor e melhoraram a habilidade do coração danificado a se contrair, sem sinais de rejeição do sistema imunológico. O grande benefício deste estudo foi mostrar que podem ser usadas células-tronco de um doador, embora seja melhor usar células próprias do receptor. A dificuldade em utilizar um doador é a possibilidade de rejeição do sistema imunológico. Para superar es