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Notícias

9 de março de 2017

Terapia genética desacelera anemia falciforme em adolescente

RIO - Um adolescente francês que passou por uma terapia genética para anemia falciforme há dois anos tem agora glóbulos vermelhos suficientes para conter os efeitos do distúrbio, revelou uma pesquisa publicada no periódico "New England Journal of Medicine" (02/03/2017). Este é considerado um primeiro feito no mundo. Imagem de microscópio mostra células falciformes ao lado de células normais - Janice Haney Carr / AP A doença é causada por um erro em uma única "letra" do alfabeto genético para o material que compõe os glóbulos vermelhos. Quando estes são defeituosos, ganham o formato de foice, entupindo vasos sanguíneos e causando episódios de dor extrema — e em alguns casos, quadros mais graves, como acidentes vasculares cerebrais e danos aos órgãos. O distúrbio impede muitas pessoas de praticarem esportes e de desfrutarem uma vida normal. Um transplante de células-tronco é uma cura em potencial, mas nos Estados Unidos, por exemplo, apenas uma a cada cinco pessoas encontra um doado

2 de março de 2017

Coletar células-tronco na troca de dentes da criança: especialista diz como e porquê

A ciência tem avançado em alta velocidade em relação ao uso de células-tronco no tratamento de várias doenças. Testes clínicos revelam a sua contribuição no combate à diabetes, cirrose hepática, fraturas ósseas e queimaduras de alto grau. Muitas vezes, por falta de conhecimento, o material não é coletado no momento do nascimento do tecido do cordão umbilical (que é uma das fontes de células-tronco) e os pais lamentam terem perdido essa oportunidade. Dente como fonte de célula-tronco Porém, pouca gente sabe que pais e mães podem armazenar células-tronco dos filhos no momento da troca de dentes de leite pela dentição permanente. “A coleta a partir da polpa de dente de leite é simples e permite aos pais que façam aquilo que seguramente queriam ter feito no momento do parto: armazenar as células-tronco mais jovens possíveis”, explica a médica Mariane Secco. O processo é simples e os laboratórios fornecem kits para coleta do dente de leite logo após a queda. Além da polpa de dente, o t

24 de fevereiro de 2017

Transplante de células-tronco interrompe avanço da esclerose múltipla

Um tratamento radical para a esclerose múltipla pode interromper a progressão da doença por até cinco anos, mas nem todos os pacientes se beneficiam dele ou devem realizá-lo, já que a terapia também traz risco ao paciente. A conclusão é do primeiro estudo que acompanhou por um longo prazo pessoas que se submeteram ao procedimento, conhecido como transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas, e publicado nesta segunda-feira no periódico científico “JAMA Neurology”. Uma das doenças neurodegenerativas mais devastadoras, e misteriosas, a atingir a Humanidade, a esclerose múltipla não tem uma causa definida e é de difícil diagnóstico, com uma ampla gama de sintomas que podem surgir e passar ao longo de muitos anos. Nesta doença, o sistema imunológico da própria pessoa ataca a chamada bainha mielina, uma espécie de “revestimento” das fibras nervosas. Com isso, acontecem “curto-circuitos” que perturbam e embaralham o fluxo de sinais entre o cérebro e o resto do corpo, provocando p

16 de fevereiro de 2017

O efeito imunomodulatório de células-tronco mesenquimais

As células-tronco mesenquimais são uma população adulta de células não hematopoiéticas, que podem se diferenciar em uma variedade de tipos celulares, como osteócitos, condrócitos, adipócitos e miócitos. Apresentam propriedades imunomoduladoras, que levaram a considerar seu uso para inibir as respostas imunes. Nesse contexto, as células-tronco mesenquimais inibem com eficiência a maturação, a produção de citocinas, e a capacidade de estimular as células T das células dendríticas. Podem também impedir a proliferação, secreção de citocina e o potencial citotóxico dos linfócitos T. Além disso, as células-tronco mesenquimais são capazes de inibir a diferenciação de células B em plasmócitos ao inibir sua capacidade de produzir anticorpos. Uma variedade de modelos animais confirma as propriedades imunomoduladoras das células-tronco mesenquimais. Alguns estudos clínicos que incluíram pacientes com doença do enxerto contra hospedeiro mostraram que a administração de células-tronco mesenquima

9 de fevereiro de 2017

Você sabe a diferença entre doença genética e hereditária?

Herdamos dos nossos pais um código, o DNA, que carrega toda nossa informação genética. É ele que diferencia uma pessoa e outra, desde a cor dos olhos até a suscetibilidade para doenças. Neste cenário, há quem diga que ao apresentar alguma patologia, a herança também é da família. Mas não é bem assim. É necessário  que as pessoas compreendam que doença genética não é sinônimo de doença hereditária. Todas as doenças hereditárias são genéticas, mas nem todas as doenças genéticas são hereditárias. As doenças genéticas são desenvolvidas a partir de um erro no material genético que podem aparecer pela primeira vez na família, como a síndrome de Down. As doenças hereditárias mostram a tendência de uma pessoa ter o problema, mas isso não quer dizer obrigatoriamente que ela terá. Se na família do pai e da mãe existem casos de diabetes, hipertensão, é mais provável que o filho possa ter essas doenças. A probabilidade de elas se manifestarem também pode depender da interação com o ambiente e

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