

Um estudo publicado na revista Nature (06/10) aponta para mais um avanço em pesquisas com células-tronco. Um grupo de cientistas anunciou que conseguiu com sucesso regenerar o coração de um primata não humano utilizando terapia com células-tronco. No estudo, os cientistas afirmaram que células do músculo cardíaco (cardiomiócitos) derivadas de células-tronco pluripotentes de um primata podem ser usadas em corações danificados, como por um infarto. Para o estudo, foi utilizada a Macaca fascicularis, conhecida também como macaco-cinomolgo. As células transplantadas se integraram eletricamente com os cardiomiócitos do receptor e melhoraram a habilidade do coração danificado a se contrair, sem sinais de rejeição do sistema imunológico. O grande benefício deste estudo foi mostrar que podem ser usadas células-tronco de um doador, embora seja melhor usar células próprias do receptor. A dificuldade em utilizar um doador é a possibilidade de rejeição do sistema imunológico. Para superar es

Estamos no mês de outubro e com ele a campanha nacional Outubro Rosa. O movimento nasceu na década de 1990, nos Estados Unidos. Em 2000 a Afecc-Hospital Santa Rita de Cássia trouxe o Outubro Rosa para o Espírito Santo e, desde então, é a coordenadora oficial no Estado. O objetivo principal é alertar a sociedade contra o câncer de mama. A reportagem do Grupo Folha do Caparaó entrevistou a equipe de radio-oncologia do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, o primeiro no interior do Estado a oferecer tratamento de radioterapia. Os médicos Paulo César Canary e Bruno da Costa Resende esclarecem o que é câncer, qual a diferença entre tumor benigno e maligno, e ainda contam como funciona o tratamento de radioterapia. O que é câncer Segundo o radio-oncologista Paulo César, câncer é um desajuste da reprodução celular. “Quando estas células começam a se reproduzir de forma desordenada, elas param de responder as regras do organismo, são células fora da lei. Com isso, o DNA delas se

Pela primeira vez, os neurocientistas têm tratado um tetraplégico total, com células-tronco, e ele se recuperou substancialmente as funções de sua parte superior do corpo apenas dois meses para o processo. O Centro Médico da USC Keck anunciou que uma equipe de médicos tornou-se o primeiro na Califórnia para injetar um tratamento experimental feita a partir de células-tronco, AST-OPC1, na coluna cervical danificada de um homem recentemente paralisado como parte de um multi-center ensaio clínico. Em 6 de março, pouco antes de seu aniversário de 21 anos, Kristopher (Kris) Boesen, de Bakersfield, sofreu uma lesão traumática na sua coluna cervical quando seu carro derrapou em uma estrada molhada, bateu em uma árvore e em um poste de telefone. Os pais Rodney e Annette Boesen foram avisados que havia uma boa chance de seu filho ficar permanentemente paralisado do pescoço para baixo. No entanto, eles também aprenderam que Kris poderia qualificar-se para um estudo clínico que poderia ajuda

O protótipo de um retinógrafo que reduz custos de exames oftalmológicos e uma tecnologia para uso de células-tronco em medicamentos serão os representantes do Brasil no evento de inovação Falling Walls Lab deste ano, em Berlim. O Falling Walls Lab é patrocinado pelo Conselho de Ciência e Inovação da Alemanha, em parceria com a consultoria A.T. Kearney. O evento reúne pesquisadores e empreendedores do mundo inteiro que tenham ideias inovadoras de grande impacto para a sociedade. No Brasil, dois pesquisadores foram selecionados para representar o país na final, em 8 de novembro, na Alemanha. Ao todo, 94 projetos foram inscritos e 14 chegaram à final, realizada em 19/9, no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). Inovação em saúde - Formado em Ciência da Computação, José Augusto Stuchi apresentou o projeto de um retinógrafo portátil, acoplável ao smartphone. O dispositivo foi considerado a melhor ideia da noite e será um dos representantes brasileiros. O empreendedor

Pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e Universidade Paris Diderot, de Sorbonne Paris Cité, França, comprova benefícios do transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (realizado com células do sangue do próprio doente) no tratamento da esclerose sistêmica. A esclerose sistêmica é uma doença autoimune reumática crônica do tecido conjuntivo (um dos tipos de tecidos encontrados no corpo humano). Explica o pesquisador Lucas Coelho Marlière Arruda, integrante da equipe da FMRP, que a esclerose sistêmica é “caracterizada por lesões microvasculares associadas a diferentes graus de fibrose da pele e dos órgãos internos”. As causas da enfermidade permanecem ainda desconhecidas, por isso, os tratamentos disponíveis possuem eficácia limitada no controle da progressão da doença e os pacientes sofrem com problemas de falta de ar, dores pelo corpo, manchas e dificuldade de locomoção. Muitos doentes são obrigados a deixar a vida profissional e até