

Os cientistas acreditam que estão próximos de uma cura para a surdez hereditária usando células-tronco. Os investigadores disseram que células ciliadas do ouvido humano, podem ser utilizados para substituir as defeituosas em pessoas que sofre de surdez genética. Eles esperam que um tratamento esteja disponível em dez anos. As células ciliadas do ouvido interno são encontradas na cóclea – parte espiral do ouvido interno – e formam um componente vital da nossa audição. Se estas células são geneticamente alteradas, os pacientes podem nascer com graves perdas de audição. Os nascidos com este problema são atualmente tratados com um implante coclear ou utilizam um aparelho auditivo, que ajuda na transferência do som para os nervos auditivos do paciente. Porém, uma equipe projetou e cultivou as células-tronco que não possuem qualquer mutação. “Estou muito animado com o que fizemos – esperamos que este trabalho leve à cura da surdez hereditária. Nós encontramos uma maneira de fazer células

Para pesquisadores que trabalham com medicina regenerativa, o uso de células-tronco pode ser a resposta para tratar pacientes que sofrem com doenças como esclerose múltipla e mal de Alzheimer. O futuro dessas técnicas poderá ser decidido em breve: o Congresso dos Estados Unidos está em vias de aprovar a 21st Century Cures Act, que pretende simplificar a legislação e os testes em humanos. Se aprovado, o conjunto de leis trará as mais significantes mudanças das últimas décadas sobre como tratamentos médicos são testados e liberados no mercado. De certa forma, a 21st Century Cures Act (Ato do Século 21) faz jus ao seu nome: inclui metas ambiciosas para avançar na biomedicina e prevê injetar US$4,8 bilhões em um Instituto Nacional de Saúde. Mas as novas leis são controversas. Afinal, prevêem o abandono de um padrão dentro da medicina, estipulando novos caminhos mais rápidos para aprovar novas drogas, dispositivos médicos e terapias regenerativas. Críticos dizem que a regulamentação ser

Uma equipe de cientistas do Cincinnati Children's Hospital, em Ohio, nos Estados Unidos, conseguiu criar um tecido intestinal totalmente funcional a partir de células-tronco. Os cientistas ainda implantaram o tecido em ratos para testar sua funcionalidade, e os animaizinhos responderam bem à operação. De acordo com a New Scientist, Jim Wells, um dos pesquisadores, disse que o resultado da pesquisa é "um dos tecidos mais complexos já criados em laboratório". "Ele tem o forro interior que é responsável por absorver nutrientes e secretar sucos digestivos, músculos totalmente funcionais que impelem a comida pelo intestino, e nervos que controlam a pulsação dos músculos". O vídeo abaixo, da New Scientst, mostra a pesquisa: De tronco a tripas - Partindo de pele e leucócitos normais, os cientistas conseguiram criar células-tronco, que têm a capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula. Em seguida, eles inseriram as células-tronco em um meio provido dos ingredientes adeq

Estudos indicam que tumores sólidos e cânceres hematológicos (como leucemia, mieloma e linfoma) têm, entre suas células, um tipo conhecido como células-tronco tumorais. Essas teriam características semelhantes às das células-tronco normais, especialmente a capacidade de originar qualquer um dos tipos de células encontradas nas diferentes formas de câncer. Células-tronco tumorais (ou cancerígenas) são células que podem se dividir e originar várias células que constituem tumores. Por conta disso, representam um importante alvo de pesquisas em diversos países. Entretanto, há cientistas que discordam de sua existência e da ideia de que células-tronco normais possam originar células-tronco tumorais. Outros, mais cautelosos, preferem dizer que tais células são ainda uma hipótese. As células cancerígenas não são sempre iguais. Em um tumor maligno pode haver uma variedade de tipos de células e a ideia das células-tronco tumorais é que, entre as células do câncer, algumas atuem como células

Uma célula carregadora que, quando modificada geneticamente e acrescida do vírus HIV, é capaz de produzir uma proteína antitumoral e se deslocar diretamente até células doentes para tratá-las foi descoberta por uma equipe de cientistas, sendo um deles professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o pesquisador e biomédico Alexandre Birbrair, testes da célula em camundongos doentes comprovaram sua efetividade no tratamento do glioblastoma, forma mais frequente de câncer cerebral, segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Um estudo feito há dois anos pelo Inca mostra que o glioblastoma representa cerca de 40% a 60% de todos os tumores primários do sistema nervoso central (SNC), sendo mais comum na vida adulta. No Brasil, entre 2015 e 2016, eles somaram 5.400 novos casos da doença. Desses, entre 2 mil a 3 mil casos são de glioblastoma, e correspondem a 2,5% de todos os tumores. Em Minas Gerais, a proporção é de quatro casos para cada