

Uma célula carregadora que, quando modificada geneticamente e acrescida do vírus HIV, é capaz de produzir uma proteína antitumoral e se deslocar diretamente até células doentes para tratá-las foi descoberta por uma equipe de cientistas, sendo um deles professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o pesquisador e biomédico Alexandre Birbrair, testes da célula em camundongos doentes comprovaram sua efetividade no tratamento do glioblastoma, forma mais frequente de câncer cerebral, segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Um estudo feito há dois anos pelo Inca mostra que o glioblastoma representa cerca de 40% a 60% de todos os tumores primários do sistema nervoso central (SNC), sendo mais comum na vida adulta. No Brasil, entre 2015 e 2016, eles somaram 5.400 novos casos da doença. Desses, entre 2 mil a 3 mil casos são de glioblastoma, e correspondem a 2,5% de todos os tumores. Em Minas Gerais, a proporção é de quatro casos para cada

A Fundação Hemocentro, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, foi contemplada mais uma vez pelo Governo Federal para sediar um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) no município, onde irá realizar as pesquisa para tratamentos com células-tronco. A instituição foi escolhida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) para manter um centro de pesquisa em células-tronco e terapia celular, que, de acordo com o presidente da Fundação, e coordenador do projeto, Dimas Tadeu Covas, colocam a cidade na vanguarda da ciência que desenvolve o tratamento do câncer com o uso de células do sistema imunológico. “Este tipo de tratamento, embora experimental, está disponível apenas em alguns poucos países da América do Norte, da Europa e da Ásia. O Brasil será, com este projeto, o primeiro país abaixo do Equador a desenvolver e oferecer esta tecnologia para os pacientes”, diz. Ainda de acordo com o presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, foram dispon

A comercialização de tecnologias de medicina regenerativa, uma área de ciências da vida que visa restaurar e / ou substituir tecidos ou órgãos danificados, tem sido dificultada pela incerteza quanto à classificação de terapias celulares. Este projeto de lei cria um período de uso condicional de 5 anos para produtos que tenham demonstrado segurança pré-clínica e uma expectativa razoável de eficácia. Os objetivos da legislação são (1) oferecer aos pacientes acesso precoce a novos tratamentos, (2) permitir mais tempo para que empresas solicitem aprovação oficial de produto biológico, enquanto continuam com a vigilância pós-mercado, (3) e esclarecer a ambiguidade da indústria sobre a supervisão. A S. 2689 / H.R. 4762 altera a Lei Federal de Alimentos, Drogas e Cosméticos de 1938 e a Lei de Serviço de Saúde Pública (PHS) de 1944 para criar uma via de aprovação condicional para a terapêutica celular. Enquanto o processo de aprovação final da Food and Drug Administration (FDA) permaneceria

Uma pesquisa revolucionária conduzida por cientistas chineses e publicada no periódico científico Cell Stem Cell, mostra que é possível criar esperma a partir de células-tronco – por enquanto apenas para ratos de laboratório. Após a transformação das células embrionárias emespermatozoides, os pesquisadores conseguiram realizar a fertilização in vitro de 379 óvulos de cobaias. Destes, nove foram bem sucedidos e geraram novos ratinhos. Após 15 meses do experimento, os animais se mostraram saudáveis e sexualmente ativos. É sabido que as células-tronco são capazes de se transformar em qualquer outro tipo de célula, mas, até então, elas nunca foram usadas na produção direta de esperma. Em estudos anteriores, já se conseguiu a transformação de células embrionárias em espermatozoides, mas foi preciso injetar o material nos testículos dos ratos para a produção dos gametas. Portanto, é a primeira vez que se produz esperma em laboratório, fora de um organismo. Vale dizer que, na verdade, os

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos conseguiu desenvolver, com o uso de células-tronco, tecido de pulmões em três dimensões em provetas, o que pode facilitar a pesquisa de doenças pulmonares mais efetivamente. O trabalho, publicado na revista "Stem Cells Translational Medicine", assegura que o tecido desenvolvido pelos especialistas em bioengenharia constitui-se em "organoides" similares a pequenos pulmões humanos. Os cientistas do Centro de Pesquisa de Células-Tronco da Universidade da Califórnia (UCLA) obtiveram este tecido recobrindo pequenas partículas de hidrogel com células-tronco procedentes de pulmões, o que permitiu que elas se reorganizassem na forma de sacos de ar similares a pulmões humanos. "Embora não tenhamos criado pulmões totalmente funcionais, pudemos pegar células de pulmão e colocá-las na disposição geométrica espacial correta para emular um pulmão humano", afirmou a médica Brigitte Gomperts, autora principal do estudo. Segundo os especialistas do Cent