

Uma equipe de cientistas do Cincinnati Children's Hospital, em Ohio, nos Estados Unidos, conseguiu criar um tecido intestinal totalmente funcional a partir de células-tronco. Os cientistas ainda implantaram o tecido em ratos para testar sua funcionalidade, e os animaizinhos responderam bem à operação. De acordo com a New Scientist, Jim Wells, um dos pesquisadores, disse que o resultado da pesquisa é "um dos tecidos mais complexos já criados em laboratório". "Ele tem o forro interior que é responsável por absorver nutrientes e secretar sucos digestivos, músculos totalmente funcionais que impelem a comida pelo intestino, e nervos que controlam a pulsação dos músculos". O vídeo abaixo, da New Scientst, mostra a pesquisa: De tronco a tripas - Partindo de pele e leucócitos normais, os cientistas conseguiram criar células-tronco, que têm a capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula. Em seguida, eles inseriram as células-tronco em um meio provido dos ingredientes adeq

Estudos indicam que tumores sólidos e cânceres hematológicos (como leucemia, mieloma e linfoma) têm, entre suas células, um tipo conhecido como células-tronco tumorais. Essas teriam características semelhantes às das células-tronco normais, especialmente a capacidade de originar qualquer um dos tipos de células encontradas nas diferentes formas de câncer. Células-tronco tumorais (ou cancerígenas) são células que podem se dividir e originar várias células que constituem tumores. Por conta disso, representam um importante alvo de pesquisas em diversos países. Entretanto, há cientistas que discordam de sua existência e da ideia de que células-tronco normais possam originar células-tronco tumorais. Outros, mais cautelosos, preferem dizer que tais células são ainda uma hipótese. As células cancerígenas não são sempre iguais. Em um tumor maligno pode haver uma variedade de tipos de células e a ideia das células-tronco tumorais é que, entre as células do câncer, algumas atuem como células

Uma célula carregadora que, quando modificada geneticamente e acrescida do vírus HIV, é capaz de produzir uma proteína antitumoral e se deslocar diretamente até células doentes para tratá-las foi descoberta por uma equipe de cientistas, sendo um deles professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o pesquisador e biomédico Alexandre Birbrair, testes da célula em camundongos doentes comprovaram sua efetividade no tratamento do glioblastoma, forma mais frequente de câncer cerebral, segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Um estudo feito há dois anos pelo Inca mostra que o glioblastoma representa cerca de 40% a 60% de todos os tumores primários do sistema nervoso central (SNC), sendo mais comum na vida adulta. No Brasil, entre 2015 e 2016, eles somaram 5.400 novos casos da doença. Desses, entre 2 mil a 3 mil casos são de glioblastoma, e correspondem a 2,5% de todos os tumores. Em Minas Gerais, a proporção é de quatro casos para cada

A Fundação Hemocentro, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, foi contemplada mais uma vez pelo Governo Federal para sediar um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) no município, onde irá realizar as pesquisa para tratamentos com células-tronco. A instituição foi escolhida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) para manter um centro de pesquisa em células-tronco e terapia celular, que, de acordo com o presidente da Fundação, e coordenador do projeto, Dimas Tadeu Covas, colocam a cidade na vanguarda da ciência que desenvolve o tratamento do câncer com o uso de células do sistema imunológico. “Este tipo de tratamento, embora experimental, está disponível apenas em alguns poucos países da América do Norte, da Europa e da Ásia. O Brasil será, com este projeto, o primeiro país abaixo do Equador a desenvolver e oferecer esta tecnologia para os pacientes”, diz. Ainda de acordo com o presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, foram dispon

A comercialização de tecnologias de medicina regenerativa, uma área de ciências da vida que visa restaurar e / ou substituir tecidos ou órgãos danificados, tem sido dificultada pela incerteza quanto à classificação de terapias celulares. Este projeto de lei cria um período de uso condicional de 5 anos para produtos que tenham demonstrado segurança pré-clínica e uma expectativa razoável de eficácia. Os objetivos da legislação são (1) oferecer aos pacientes acesso precoce a novos tratamentos, (2) permitir mais tempo para que empresas solicitem aprovação oficial de produto biológico, enquanto continuam com a vigilância pós-mercado, (3) e esclarecer a ambiguidade da indústria sobre a supervisão. A S. 2689 / H.R. 4762 altera a Lei Federal de Alimentos, Drogas e Cosméticos de 1938 e a Lei de Serviço de Saúde Pública (PHS) de 1944 para criar uma via de aprovação condicional para a terapêutica celular. Enquanto o processo de aprovação final da Food and Drug Administration (FDA) permaneceria