

Um tratamento radical para a esclerose múltipla pode interromper a progressão da doença por até cinco anos, mas nem todos os pacientes se beneficiam dele ou devem realizá-lo, já que a terapia também traz risco ao paciente. A conclusão é do primeiro estudo que acompanhou por um longo prazo pessoas que se submeteram ao procedimento, conhecido como transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas, e publicado nesta segunda-feira no periódico científico “JAMA Neurology”. Uma das doenças neurodegenerativas mais devastadoras, e misteriosas, a atingir a Humanidade, a esclerose múltipla não tem uma causa definida e é de difícil diagnóstico, com uma ampla gama de sintomas que podem surgir e passar ao longo de muitos anos. Nesta doença, o sistema imunológico da própria pessoa ataca a chamada bainha mielina, uma espécie de “revestimento” das fibras nervosas. Com isso, acontecem “curto-circuitos” que perturbam e embaralham o fluxo de sinais entre o cérebro e o resto do corpo, provocando p

As células-tronco mesenquimais são uma população adulta de células não hematopoiéticas, que podem se diferenciar em uma variedade de tipos celulares, como osteócitos, condrócitos, adipócitos e miócitos. Apresentam propriedades imunomoduladoras, que levaram a considerar seu uso para inibir as respostas imunes. Nesse contexto, as células-tronco mesenquimais inibem com eficiência a maturação, a produção de citocinas, e a capacidade de estimular as células T das células dendríticas. Podem também impedir a proliferação, secreção de citocina e o potencial citotóxico dos linfócitos T. Além disso, as células-tronco mesenquimais são capazes de inibir a diferenciação de células B em plasmócitos ao inibir sua capacidade de produzir anticorpos. Uma variedade de modelos animais confirma as propriedades imunomoduladoras das células-tronco mesenquimais. Alguns estudos clínicos que incluíram pacientes com doença do enxerto contra hospedeiro mostraram que a administração de células-tronco mesenquima

Herdamos dos nossos pais um código, o DNA, que carrega toda nossa informação genética. É ele que diferencia uma pessoa e outra, desde a cor dos olhos até a suscetibilidade para doenças. Neste cenário, há quem diga que ao apresentar alguma patologia, a herança também é da família. Mas não é bem assim. É necessário que as pessoas compreendam que doença genética não é sinônimo de doença hereditária. Todas as doenças hereditárias são genéticas, mas nem todas as doenças genéticas são hereditárias. As doenças genéticas são desenvolvidas a partir de um erro no material genético que podem aparecer pela primeira vez na família, como a síndrome de Down. As doenças hereditárias mostram a tendência de uma pessoa ter o problema, mas isso não quer dizer obrigatoriamente que ela terá. Se na família do pai e da mãe existem casos de diabetes, hipertensão, é mais provável que o filho possa ter essas doenças. A probabilidade de elas se manifestarem também pode depender da interação com o ambiente e

Em 2001, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou uma ordem executiva proibindo o governo federal de financiar novas fontes de células-tronco desenvolvidas a partir de embriões humanos para implante. O ato brecou a pesquisa e desencorajou os cientistas. Shinya Yamanaka, diretor do Centro para Pesquisa e Aplicação de Célula iPS da Universidade de Kyoto Cinco anos mais tarde, um cientista da Universidade de Kyoto, Shinya Yamanaka (foto), e seu aluno de pós-graduação, Kazutoshi Takahashi, deram novo ânimo ao campo criando uma técnica para "reprogramar" qualquer célula adulta, por exemplo, uma célula da pele, e persuadi-la a voltar ao estágio "pluripotente" inicial. A partir daí ela pode se tornar qualquer tipo de célula, do músculo cardíaco à de um neurônio. Esse avanço deixou de lado a controvérsia com embriões, oferecendo aos pesquisadores um suprimento ilimitado de células-tronco. Yamanaka dividiu o prêmio Nobel de 2012 de Fisiologia ou Medicina por reprogram

Cientistas da Universidade de Cornell (EUA), liderados pelo Dr. Lawrence J. Bonasser, estão inovando na cirurgia de coluna vertebral: eles querem utilizar técnicas de impressão 3D carregadas com biotinta infundida de células-tronco para reparar os discos da coluna vertebral degenerativas de 30 milhões de norte-americanos. Dr. Bonasser não é estranho ao mundo da impressão 3D. Ele já liderou o desenvolvimento de ouvidos humanos protéticos quase perfeitos. Mas o seu mais novo projeto é intensificar ainda mais a linha entre a realidade e a ficção científica. Impressora 3D pode revolucionar a medicina Imaginem uma sala de operação que mais parece uma baía de impressão. A mesa cirúrgica é equipada com dispositivos de digitalização. Logo depois de o paciente ser preparado para a cirurgia, a impressora inicia a impressão de cordas de células estaminais em porções altamente específicas do disco vertebral do paciente. Como a cirurgia é longa, as células-tronco começam a decretar a “programaç