

Você sabia que a doação e o transplante de medula óssea podem beneficiar o tratamento de aproximadamente 80 doenças? Hoje a principal barreira na realização do procedimento, que pode salvar milhares de vidas todos os anos, é a dificuldade na busca por doadores compatíveis. Estima-se que a chance de encontrar um doador compatível seja de 1 para cada 100 mil pessoas. O transplante de medula óssea ocorre de duas maneiras: via autotransplante, que consiste em transplantar células tronco do próprio paciente em seu corpo, e de maneira alogênica, quando o paciente recebe células de um doador. O transplante é indicado para pacientes com leucemia, anemias graves, linfomas, imunodeficiências e doenças relacionadas aos sistemas sanguíneo e imunológico. Quando uma pessoa necessita de transplante, a primeira opção é buscar um doador compatível na família. Infelizmente, o doador compatível (geralmente irmãos), só está disponível em cerca de um quarto dos casos. Então a solução é consultar o Regi

Médicos e pesquisadores divulgaram, na última segunda-feira (05/06), os resultados de uma pesquisa com imunoterapia que apresentou taxa de resposta "sem precedentes" em pacientes com mieloma múltiplo — um tipo de câncer no sangue até hoje incurável, que pode danificar os ossos, o sistema imunológico, os rins e a contagem de glóbulos vermelhos. Estudo mostra boa resposta em mais de 90% dos casos de mieloma múltiplo e dá esperanças de cura Na pesquisa, 33 dos 35 pacientes (94%) com esse câncer que participaram da experiência apresentaram remissão da doença — quando não há sinais dela, mas ainda não se pode dizer que se está curado — apenas dois meses depois de começarem uma terapia com de células T, que são as reponsáveis pelo sistema imunológico. Os cientistas retiraram células T dos próprios pacientes, modificaram-nas em laboratório com receptor de antígeno quimérico (CAR) e as injetaram novamente nos participantes, por meio intravenoso. Os primeiros resultados já começaram dez di

O tratamento de lesões medulares sempre foi um grande desafio na área médica. Isto se deve principalmente ao fato de que a capacidade regenerativa do tecido nervoso é limitada pois não há uma grande população de células-tronco neuronais na medula espinhal e a formação de uma cicatriz e as reações inflamatórias que ocorrem no sítio da lesão inibem a reconstituição do tecido. Nesse sentido, as células-tronco se tornaram uma grande esperança para o tratamento das lesões medulares. Isto porque estas células poderiam contornar todos estes problemas dado suas características: (1) as células-tronco tem uma alta capacidade de proliferação, podendo gerar muitas outras células-tronco; (2) as células-tronco se diferenciam em outros tipos celulares especializados, como células nervosas e, assim, poderiam repor os neurônios perdidos; (3) as células-tronco podem gerar as células responsáveis pela formação da bainha de mielina, uma espécie de capa que reveste os neurônios e que é fundamental para que

Assim como ocorre com muitos outros tumores, a metástase é a principal causa de morte nas mulheres que desenvolvem o câncer de mama. Uma reduzida população de células dentro do tumor é capaz de sobreviver ao tratamento e pode, meses ou anos mais tarde, gerar um novo câncer. As responsáveis por essas recaídas são as células-tronco do câncer, e contê-las significaria uma das maiores vitórias contra a doença que se possa imaginar. Um novo estudo publicado dá um passo à frente nesse possível triunfo ao revelar o mecanismo que permite às células-tronco do câncer escapar do sistema imunológico e gerar tumores em outros órgãos. “As células-tronco cancerosas utilizam programas genéticos próprios das células-tronco normais para adquirir novas propriedades”, resume Toni Celià-Terrassa, pesquisador da Universidade de Princeton (EUA) e primeiro autor do estudo, publicado na Nature Cell Biology. “Isso dá a elas capacidade de adaptação para serem mais agressivas. Por isso são as responsáveis por

A primeira fase de ensaios clínicos, cujo objetivo é atestar a segurança do método, está sendo conduzida no Princess Margaret Cancer Centre, em Toronto, sob a coordenação do imunologista Christopher Paige. O centro de pesquisa está vinculado à University Health Network. Reprogramar células tumorais para fazê-las produzir uma substância capaz de estimular o sistema imune a combater o câncer. Essa é a estratégia de um novo tratamento contra leucemia que começou a ser testado em humanos no Canadá. Resultados recentes foram apresentados no dia 20 de abril de 2017, durante o congresso Next Frontiers to Cure Cancer, organizado em São Paulo pelo A.C. Camargo Cancer Center. “Estamos testando essa abordagem no tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo de câncer que tem origem na medula óssea e acomete as células brancas do sangue. Caso funcione, o mesmo princípio poderia ser usado contra qualquer tipo de tumor com potencial para causar metástase”, disse Paige em entrevista à Agên