

O tratamento de lesões medulares sempre foi um grande desafio na área médica. Isto se deve principalmente ao fato de que a capacidade regenerativa do tecido nervoso é limitada pois não há uma grande população de células-tronco neuronais na medula espinhal e a formação de uma cicatriz e as reações inflamatórias que ocorrem no sítio da lesão inibem a reconstituição do tecido. Nesse sentido, as células-tronco se tornaram uma grande esperança para o tratamento das lesões medulares. Isto porque estas células poderiam contornar todos estes problemas dado suas características: (1) as células-tronco tem uma alta capacidade de proliferação, podendo gerar muitas outras células-tronco; (2) as células-tronco se diferenciam em outros tipos celulares especializados, como células nervosas e, assim, poderiam repor os neurônios perdidos; (3) as células-tronco podem gerar as células responsáveis pela formação da bainha de mielina, uma espécie de capa que reveste os neurônios e que é fundamental para que

Assim como ocorre com muitos outros tumores, a metástase é a principal causa de morte nas mulheres que desenvolvem o câncer de mama. Uma reduzida população de células dentro do tumor é capaz de sobreviver ao tratamento e pode, meses ou anos mais tarde, gerar um novo câncer. As responsáveis por essas recaídas são as células-tronco do câncer, e contê-las significaria uma das maiores vitórias contra a doença que se possa imaginar. Um novo estudo publicado dá um passo à frente nesse possível triunfo ao revelar o mecanismo que permite às células-tronco do câncer escapar do sistema imunológico e gerar tumores em outros órgãos. “As células-tronco cancerosas utilizam programas genéticos próprios das células-tronco normais para adquirir novas propriedades”, resume Toni Celià-Terrassa, pesquisador da Universidade de Princeton (EUA) e primeiro autor do estudo, publicado na Nature Cell Biology. “Isso dá a elas capacidade de adaptação para serem mais agressivas. Por isso são as responsáveis por

A primeira fase de ensaios clínicos, cujo objetivo é atestar a segurança do método, está sendo conduzida no Princess Margaret Cancer Centre, em Toronto, sob a coordenação do imunologista Christopher Paige. O centro de pesquisa está vinculado à University Health Network. Reprogramar células tumorais para fazê-las produzir uma substância capaz de estimular o sistema imune a combater o câncer. Essa é a estratégia de um novo tratamento contra leucemia que começou a ser testado em humanos no Canadá. Resultados recentes foram apresentados no dia 20 de abril de 2017, durante o congresso Next Frontiers to Cure Cancer, organizado em São Paulo pelo A.C. Camargo Cancer Center. “Estamos testando essa abordagem no tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo de câncer que tem origem na medula óssea e acomete as células brancas do sangue. Caso funcione, o mesmo princípio poderia ser usado contra qualquer tipo de tumor com potencial para causar metástase”, disse Paige em entrevista à Agên

Um método inovador para tratar o diabetes tipo 1, baseado no transplante de células-tronco hematopoiéticas retiradas da medula óssea do próprio paciente, começou a ser testado no Brasil há 13 anos com resultados bastante heterogêneos. Enquanto alguns dos voluntários permanecem há mais de uma década livres das injeções de insulina, outros voltaram a usar o medicamento poucos meses após receberem o tratamento experimental. Uma possível explicação para tamanha discrepância no desfecho clínico dos 25 pacientes incluídos no estudo foi apresentada em um artigo publicado na revista Frontiers in Immunology. Segundo os autores, a duração do efeito terapêutico foi menor justamente nos pacientes cujos sistemas imunológicos atacavam de forma mais agressiva as células do pâncreas no período anterior ao transplante. A pesquisa tem sido conduzida desde o início no Centro de Terapia Celular (CTC) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Medicina de Ribe

Pesquisadores de Universidade de Minnesota, Estados Unidos, desenvolveram técnica em bioimpressão 3D que pretendem ajudar a “reparar” corações de pessoas que já sofreram ataques cardíacos. O estudo é realizado em parceria com as Universidades de Wisconsin-Madison e Alabama-Birmingham, ambas nos EUA, e as primeiras avaliações foram pulicadas na página da instituição (https://goo.gl/JNzKfB) A técnica consiste em criar uma espécie de “remendo”, por meio da bioimpressão, e incorporar células-tronco originárias de um coração humano em quem já teve infarto. A técnica foi testada inicialmente em um rato e, depois de quatro semanas, os pesquisadores verificaram um aumento expressivo na capacidade das funções cardíacas do animal. Como o implante foi feito a partir de células e proteínas estruturais originárias do coração, elas foram naturalmente absorvidas pelo órgão da cobaia. Apesar do estudo estar em fase inicial, os pesquisadores consideram os resultados como promissores. "Sentimos q