

A primeira fase de ensaios clínicos, cujo objetivo é atestar a segurança do método, está sendo conduzida no Princess Margaret Cancer Centre, em Toronto, sob a coordenação do imunologista Christopher Paige. O centro de pesquisa está vinculado à University Health Network. Reprogramar células tumorais para fazê-las produzir uma substância capaz de estimular o sistema imune a combater o câncer. Essa é a estratégia de um novo tratamento contra leucemia que começou a ser testado em humanos no Canadá. Resultados recentes foram apresentados no dia 20 de abril de 2017, durante o congresso Next Frontiers to Cure Cancer, organizado em São Paulo pelo A.C. Camargo Cancer Center. “Estamos testando essa abordagem no tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo de câncer que tem origem na medula óssea e acomete as células brancas do sangue. Caso funcione, o mesmo princípio poderia ser usado contra qualquer tipo de tumor com potencial para causar metástase”, disse Paige em entrevista à Agên

Um método inovador para tratar o diabetes tipo 1, baseado no transplante de células-tronco hematopoiéticas retiradas da medula óssea do próprio paciente, começou a ser testado no Brasil há 13 anos com resultados bastante heterogêneos. Enquanto alguns dos voluntários permanecem há mais de uma década livres das injeções de insulina, outros voltaram a usar o medicamento poucos meses após receberem o tratamento experimental. Uma possível explicação para tamanha discrepância no desfecho clínico dos 25 pacientes incluídos no estudo foi apresentada em um artigo publicado na revista Frontiers in Immunology. Segundo os autores, a duração do efeito terapêutico foi menor justamente nos pacientes cujos sistemas imunológicos atacavam de forma mais agressiva as células do pâncreas no período anterior ao transplante. A pesquisa tem sido conduzida desde o início no Centro de Terapia Celular (CTC) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Medicina de Ribe

Pesquisadores de Universidade de Minnesota, Estados Unidos, desenvolveram técnica em bioimpressão 3D que pretendem ajudar a “reparar” corações de pessoas que já sofreram ataques cardíacos. O estudo é realizado em parceria com as Universidades de Wisconsin-Madison e Alabama-Birmingham, ambas nos EUA, e as primeiras avaliações foram pulicadas na página da instituição (https://goo.gl/JNzKfB) A técnica consiste em criar uma espécie de “remendo”, por meio da bioimpressão, e incorporar células-tronco originárias de um coração humano em quem já teve infarto. A técnica foi testada inicialmente em um rato e, depois de quatro semanas, os pesquisadores verificaram um aumento expressivo na capacidade das funções cardíacas do animal. Como o implante foi feito a partir de células e proteínas estruturais originárias do coração, elas foram naturalmente absorvidas pelo órgão da cobaia. Apesar do estudo estar em fase inicial, os pesquisadores consideram os resultados como promissores. "Sentimos q

Em 2015, o Jornal Nacional apresentou a menina Gigi, que na época tinha um ano. Ela precisava de um transplante pra curar uma doença grave. Desde então, nós acompanhamos a rotina da família dela. A família Oliveira está diferente e mais feliz - não só porque ganhou mais um integrante, mas por tudo que ele trouxe! Quando ainda eram apenas três, a Juliana, o Hugo e a Giovana apareceram no Jornal Nacional, há quase dois anos, numa série especial de reportagens sobre fertilização in vitro e a técnica de seleção de embriões. Eles já queriam ter mais um filho. E, se ele fosse 100% compatível geneticamente com a irmã, poderia salvar a vida dela. É que a Giovanna nasceu com o tipo mais grave de anemia falciforme, uma doença que afeta a circulação do sangue e pode levar à morte. O único jeito de curar a Gigi era com transplante de medula. “Ainda se utiliza transplante com doador 100% compatível. De preferência inclusive familiar”, explica Nelson Hamerschlak, médico do Hospital Albert Einst

Forçado a deixar a lista de inscritos do Málaga no Campeonato Espanhol devido à uma lesão no joelho direito, o zagueiro brasileiro Weligton vem realizando um tratamento regenerativo com células-tronco para tentar acelerar a recuperação. Weligton, que já foi capitão do time, mas teve de ceder a inscrição como extracomunitário ao meia-atacante venezuelano Adalberto Peñaranda, ainda não sabe se poderá voltar a jogar. Aos 37 anos, ele vem exercendo a função de assistente técnico no clube espanhol. Assessorado pelo departamento médico do Málaga, o defensor vem realizando um tratamento programado pelo traumatologista Vicente de la Varga, segundo informações divulgadas pelo clube. A estimulação com infiltrações de células-tronco tem o objetivo de regenerar a área lesionada do joelho, o que aumentaria as chances de o brasileiro retomar as atividades na próxima temporada. Comentário CCB: Em muitos países a utilização de células-tronco mesenquimais para tratamentos ortopédicos já é regula