A equipe coordenada pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, produziu recentemente uma batelada de minicérebros humanos em laboratório. A ideia pode parecer um tanto assustadora, mas o fato é que a criação de versões miniaturizadas de cérebros, estômagos, pulmões e pâncreas (entre outros órgãos) está se tornando uma ferramenta de pesquisa cada vez mais comum. Uma das principais revistas científicas do mundo, a "Nature", apelidou o fenômeno de "ascensão dos organoides", que têm frações de milímetros. Esse é o termo usado para designar entidades como os minicérebros de Muotri e companhia, que surgem a partir do controle da diferenciação (grosso modo, especialização celular) das células-tronco. Há ainda os órgãos em chips, que também podem ser criados a partir de células-tronco, chamados assim porque são cultivados com a ajuda de minúsculos "andaimes" que lembram chips de computador. Em ambos os casos, o objetivo inicial d
De causa ainda desconhecida, a Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crônica e autoimune, caracterizada por um processo inflamatório nos neurônios. O tratamento convencional com medicação, abrevia a fase aguda e aumenta o intervalo entre um surto e outro. O transplante de medula é a mais recente novidade, e trata-se de um método de imunossupressão em altas doses. Primeiro, os médicos retiram as células-tronco da medula óssea e aplicam uma carga intensa de quimioterápicos, para destruir a medula que não funciona adequadamente. Por último, faz-se o transplante das células-tronco saudáveis, para que a nova medula funcione normalmente. O médico hematologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, José Zanis Neto, explica que a fonte de células progenitoras pode ser tanto a medula óssea quanto o sangue periférico. “Devido a facilidade da coleta e a reconstituição hematológica mais rápida, a infusão de sangue é o método mais utilizado”, afirma.“A destruição destes comp
Universidade publicou primeiro trabalho do mundo com terapia celular em pulmão. O Laboratório de Genética e Terapia Celular - GenTe Cel, localizado na Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da Unesp, Câmpus de Assis, organizou nos últimos dias 3, 4 e 5 de setembro, o II Curso teórico e prático sobre células-tronco e terapia celular, sob a coordenação do Prof. Dr. João Tadeu Ribeiro Paes. O laboratório GenTe Cel lançou os fundamentos que permitiram o primeiro tratamento com células-tronco para o tratamento de enfisema pulmonar realizado no Brasil. Esse foi também o primeiro trabalho com terapia celular em pulmão publicado em âmbito mundial. Outro projeto que foi estruturado no GenTe Cel que tem obtido resultados muito interessantes com o emprego de células tronco retiradas do tecido adiposo para tratamento de feridas crônicas em pacientes com diabetes. Pacientes tiveram feridas de anos regeneradas em menos de 40 dias. A Terapia Celular em Dermatologia: A
O menino Vinícius Bail, que ficou cego ao se envolver em um acidente durante um jogo de futsal na escola, viajou para a Tailândia na quarta-feira (2). Após uma campanha na internet, o adolescente de 14 anos de Guarapuava, na região central do Paraná, conseguiu os R$ 150 mil necessários para um tratamento experimental com células-tronco no exterior. Vinícius perdeu a visão em 2014. “Nós estávamos jogando e eu chutei a bola no travessão, a trave balançou e ia cair em cima do goleiro. Daí, eu empurrei o goleiro e sobrou para mim”, explica o menino sobre como perdeu a visão. Depois do acidente, ele ficou internado por um mês – 22 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além de não enxergar mais, Vinicius também perdeu o movimento de uma das pernas e de um dos braços. Depois de várias sessões de fisioterapia, conseguiu voltar a movê-los. Aos poucos, com a ajuda dos médicos e da família, o menino tem tentado superar as dificuldades, mas sem previsão para voltar a enx
Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, descobriram que células-tronco mesenquimais encontradas no tecido adiposo, quando injetadas em camundongos com distrofia muscular, melhoravam a fraqueza dos animais e aumentavam sua expectativa de vida! A distrofia muscular faz parte de um grupo de mais de 30 doenças diferentes que afetam a musculatura do corpo. Por causa da alteração em um gene, a pessoa deixa de produzir uma proteína essencial para o músculo, que leva a degeneração e fraqueza progressiva. Se contarmos todas as Distrofias Musculares, podemos dizer que estas doenças acometem uma em cada mil pessoas. Isso significa que, no Brasil, mais de 200.000 pessoas são atingidas por essas doenças, que são muito graves e incapacitantes. Devido ao grande número de pessoas acometidas, grupos de pesquisas ao redor do mundo têm buscado alternativas de cura para as distrofias. O grupo do laboratório do Centro de Estudos do Gen