Uma empresa de biotecnologia ganhou luz verde dos reguladores de saúde europeus para iniciar o processo de implementação de uma autorização condicional de um tratamento de coração regenerativo baseado em células-tronco. A aprovação condicional, se for concedida, permitirá à empresa sedeada em Cardiff, em Inglaterra, começar a vender o seu produto Heartcel para regenerar áreas danificadas do coração. A terapia celular terá potencial para reduzir cicatrizes do músculo cardíaco provocadas por um ataque cardíaco ou insuficiência cardíaca. A avaliação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) está prevista para meados de 2016 e, se os resultados se revelarem promissores, a aprovação poderá ser concedida já em 2017. Comentário CCB: As experiências com células-tronco estão em ritmo acelerado em muitos países no mundo e os tratamentos são consequência destes testes cada vez mais inovadores. Fonte: Reuters
Uma equipe de cientistas conseguiu criar em laboratório organelas de um rim a partir de células-tronco. Após realizarem uma pesquisa para descobrir como essas células se desenvolvem para formar o órgão, os pesquisadores aplicaram o método para iniciar o processo de formação. Segundo o estudo publicado no jornal científico Nature, expostas a moléculas sinalizadoras, as células-tronco assumiram formas de néfrons ou dutos coletores, responsáveis pelo processo de filtragem do sangue no corpo humano. Após uma cultura das células que levou 20 dias, os cientistas constataram que tecidos normalmente encontrados em rins normais cresceram espontaneamente, como um princípio da Alça de Henle e túbulos proximais. O método ainda não é o suficiente para criar órgãos em laboratório para realizar transplantes, mas a descoberta ajudará os pesquisadores no desenvolvimento de medicamentos para pessoas com problemas nos rins. Comentário CCB: As células-tronco estão sendo
Uma equipe de médicos irá experimentar, em janeiro de 2016, pela primeira vez, um tratamento para injetar células-tronco embrionárias em fetos, a fim de tratar dentro do útero materno uma doença incurável que afeta os ossos. Com este ensaio clínico, a cargo de especialistas do Instituto Karolinska, da Suécia, e do Great Ormond Street Hospital, da Inglaterra, espera-se que as células-tronco embrionárias, capazes de se transformar em diferentes tecidos, aliviem os sintomas da osteogênese imperfeita (também conhecida como doença dos ossos de vidro), detectada em um de cada 25 mil recém-nascidos. Lyn Chitty, do hospital londrino, disse à rede britânica que serão realizados testes genéticos capazes de detectar os defeitos que geram esse problema, que até o momento não tem cura. "Trata-se de uma doença muito grave. Nosso objetivo é ver se no útero, o tratamento com células-tronco pode melhorar a condição e o número de fraturas", afirmou a especialista.
O uso de células-tronco extraídas a partir da polpa do dente de leite, para tratamentos de malformação congênita, como lábio leporino, foi destaque no 1º Fórum sobre células-tronco promovido pela R-Crio — Centro de tecnologia celular, especializada em armazenamento de células-tronco —, realizado em São Paulo. Em fase de testes nos Hospitais Sírio-Libanês e Menino Jesus, a nova técnica promete revolucionar o tratamento da doença, além de trazer maior conforto para os pacientes e reduzir custos operacionais com a internação. Descoberto pela pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Daniela Bueno, o uso de células-tronco associado a biomateriais tem apresentado ótimos resultados em crianças com malformações do céu da boca e lábio. A técnica, que dispensa a retirada de uma parte do osso da bacia — hoje o procedimento mais utilizados nos hospitais do mundo inteiro —, reduz dores com o pós-operatório e estimula a formação óssea em até seis meses
Pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, usaram as células-tronco oriundas do sangue de cordão umbilical (SCU) no tratamento de um bebê que nasceu com hidrocefalia, doença caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido dentro do crânio que leva ao inchaço e ao aumento de pressão do cérebro. As células-tronco de Grace Matthews foram coletadas do sangue de cordão umbilical no momento do parto e armazenadas. Hoje a bebê faz parte de um estudo inovador Universidade de Duke aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano. O estudo com a bebê Grace, liderado pela médica Joanne Kurtzberg, do setor de Neuropediatria da Universidade de Duke, representa uma esperança na área da saúde. Veja a matéria na íntegra (em inglês): http://america.aljazeera.com/watch/shows/techknow/articles/2014/7/18/need-to-know-regenerativemedicine.html Comentário CCB: As células-tronco contidas no sangue do cordão umbilical, tem propr