A medicina poderá encontrar nas células-tronco fortes aliadas no tratamento da dor, disse o professor Manoel Jacobsen Teixeira, uma das maiores autoridades no mundo em neurocirugia. Ele estava entre os participantes do 5º Congresso Médico do Rio Grande do Norte, que foi encerrado com a discussão sobre os avanços na área e de temas como doenças sexualmente transmissíveis e a importância da medicina de família, aquela que move os chamados PSFs, no sistema de saúde. Segundo Teixeira, as células-tronco, que têm capacidade de se transformar em outros tecidos do corpo, podem ter a propriedade de também produzir substâncias que inibem a dor ou, ainda, de restaurar a função neurológica que de algum modo foi comprometida pela dor. A expectativa é que as pesquisas nesse campo, que já vêm colecionando avanços no Brasil, ganhem fôlego com a recente liberação de estudos com células embrionárias, até meados do primeiro semestre deste ano proibidas no país. O tratamento com esse tipo de células
Os passos de um tetraplégico - "Eu sempre disse que ele era o tipo de criança que você poderia soltar numa cidade estranha que ele acharia o caminho de casa. Ele é extremamente capaz", disse sua mãe Jean Storie. Paul sempre acreditou que voltaria a andar. E ele fez com que os outros também acreditassem nisso. "Inicialmente eu não acreditei. Mas ele tem um jeitinho para convencer as pessoas", disse Tami Isherwood, a fisioterapeuta de Paul. Três anos atrás, numa festa de formatura do segundo grau, um acidente tornou Paul um tetraplégico. No ano passado ele foi levado a Portugal para uma cirurgia experimental. Os médicos extraíram células tronco de seu nariz e introduziram em seu pescoço na esperança de curar sua coluna lesada. Aos poucos, Paul está voltando a sentir suas mãos e suas pernas. "Durante uma viagem para Michigan no ano passado eu senti calor, coloquei meus pés ao vento e pude sentir a brisa passando entre meus dedos; como isso foi bom!", disse Pau
Uma pesquisa pioneira que poderia mudar a vida dos pacientes com diabetes do tipo 1 está parada há dois anos na Comissão de Ética em Pesquisa, em Brasília (Conep), do Ministério da Saúde, à espera de um parecer. O procedimento que usa infusão de células-tronco em humanos, desenvolvido pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, proporcionaria melhor qualidade de vida aos pacientes. Intitulado “infusão de células-tronco mesenquimais (MSC) como tratamento do diabetes do tipo 1”, a pesquisa foi desenvolvida pela equipe de transplante de células-tronco da FMRP, do Hemocentro e do Hospital das Clínicas. O Conep informou, por meio de nota, que o projeto foi analisado na última reunião de junho e o seu parecer encontra-se em fase de finalização para posterior envio ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da USP de Ribeirão, mas não há uma data determinada. A diretoria do CEP da FMRP não foi encontrada para comentar o assunto. De acordo com Carlos Eduardo Barra Co
Dr. Ammar Hayani, é o médico responsável por tratar de crianças que sofrem de Leucemia linfóide aguda infantil no Hospital “Hope Children’s” em Chicago, nos Estados Unidos. O médico afirma que "o novo tratamento consiste em injetar no bebê sangue retirado de seu próprio cordão umbilical". O caso que foi publicado no jornal oficial da academia americana de pediatria, é o de uma criança diagnosticada com leucemia, o câncer infantil mais comum, ainda no primeiro ano de vida, começo então radioterapia que resultou em melhora, mas o câncer retornou 10 meses depois. De acordo com o oncologista pediátrico do Hospital “Hope Children’s”, quando o câncer retornou, tinha se espalhado para a espinha dorsal, fato considerado um grave avanço mostrando a agressividade do caso que não responderia bem ao tratamento convencional. Os médicos tinham optado por radioterapia mais agressiva já que uma doação de medula óssea não podia ser feita por não haver um doador compatível. Mas um membr
O Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto deve iniciar um novo tipo de transplante de órgãos a partir do primeiro semestre de 2009. Em maio, o Ministério da Saúde autorizou o hospital a realizar transplantes simultâneos de rim e pâncreas, procedimento utilizado em pacientes diabéticos que desenvolvem insuficiência renal, geralmente em estágio avançado da doença. Atualmente, o hospital faz quatro tipos de transplante: fígado, córneas, medula e rim. Com o novo procedimento, Ribeirão passa a ser a terceira cidade do Estado a fazer a cirurgia rim-pâncreas, as outras duas são Campinas e a Capital. O novo procedimento cirúrgico será mais uma alternativa de tratamento para pacientes diabéticos em estágio avançado da doença — restrito àqueles que desenvolveram insuficiência renal como complicação do diabetes. De acordo com José Sebastião dos Santos, professor de cirurgia digestiva e membro da equipe de transplante rim-pâncreas, ainda falta adquirir parte da infra-estrutura e o