As terapias com células-tronco não são apenas uma esperança para a cura de diversas doenças: elas são também uma promessa de desenvolvimento econômico. A opinião é de Paul Sanberg, diretor do Centro de Excelência para o Envelhecimento e Reparação Cerebral da Universidade do Sul da Flórida, Estados Unidos. Sanberg, que também é editor-chefe da revista Cell Transplantation, apresentou no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, a palestra “Terapia celular em problemas cardiovasculares e neurológicos: da bancada às aplicações clínicas”. De acordo com o pesquisador, que é autor de cerca de 500 artigos e tem mais de 25 patentes de produtos voltados para tratamentos com células-tronco de medula óssea e de sangue de cordão umbilical, a pesquisa no setor está entrando em uma nova fase. “Os avanços são muito promissores e há novos produtos em diversos graus de desenvolvimento. A interação entre academia e indústria tem sido importante. O desafio agora é conseguir recu
Um cientista americano criou uma nova variedade de peixe transparente que pode ajudar os médicos a entender melhor doenças como o câncer e o funcionamento das células-tronco. O peixe é uma variedade do popular paulistinha, também conhecido como peixe-zebra - um peixe ornamental de água doce muito comum em lojas de aquarismo do Brasil e que normalmente tem faixas pretas horizontais no corpo. O peixe foi criado pelo doutor Richard White, do Hospital Infantil de Boston, que disse que a análise do paulistinha transparente pode permitir um melhor acompanhamento de doenças e processos biológicos de evolução rápida. Segundo White, em estudos sobre o câncer, por exemplo, o método convencional de dissecar um animal com o mal não é satisfatório. "É como tirar uma foto quando você precisa de um vídeo", afirmou. Experimentos - O próprio pesquisador "testou" o paulistinha transparente, realizando primeiramente um experimento em que analisou a forma como células de um tumor
O bebê Eduardo Prestes, 6 meses, será submetido nesta segunda-feira a um transplante de células-tronco de medula, em Porto Alegre. O transplante será feito a partir de um cordão umbilical trazido de São Paulo. As informações são do jornal Zero Hora. Eduardo nasceu em Parobé (RS) com deficiência leucocitária, doença rara que faz com que seu sistema imunológico não funcione normalmente. Ele está internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde os 16 dias de vida. O bebê fez a última das sete sessões de quimioterapia pelas quais precisava passar antes do procedimento. O tratamento era necessário para destruir as células da medula óssea do bebê, tornando-o apto a receber novas células e evitando uma possível rejeição. O transplante deve durar cerca de 40 minutos. O procedimento é semelhante a uma transfusão de sangue e as células-tronco presentes no sangue do cordão umbilical do doador entrarão no organismo do bebê através de uma veia. Comentário CCB:
Quando um espermatozóide penetra no óvulo, iniciando a fecundação, o DNA do pai liga-se ao DNA da mãe, e juntos vão formar uma nova célula (zigoto), que através de suas divisões formará um novo ser humano. Esta primeira célula, é indiferenciada sem qualquer característica tecidual definida, e se chama célula-tronco. Durante cinco dias, estas células, se dividem apenas em novas células-tronco (em torno de 120 células), e a partir daí, começa uma intensa divisão celular, onde as células-filhas apresentam características definidas e começam a formar os diferentes tecidos (330 tipos) que formam um ser humano. Portanto a célula-tronco, é chamada também de célula-mãe ou progenitora, pois é dela que derivam os 4 trilhões de células que formam um bebê em seu nascimento. Este processo, que gera as células especializadas é regulado, em cada caso, pela evolução genética específica da célula-tronco. Por camadas, estas células começam a se dividir e a formar os diferentes teci
Cientistas conseguiram incorporar essas células a um músculo adulto. Feito pode reverter perda muscular causada por doenças e envelhecimento. Pesquisadores do Centro de Regulação Genômica (CRG) de Barcelona (Espanha) comprovaram que as células-tronco conhecidas como células satélites podem ajudar a formar músculos maiores em resposta a um esforço. A pesquisa, publicada na revista "Cell Metabolism", poderia originar tratamentos para reverter ou melhorar a perda de massa muscular que ocorra em doenças como o câncer e Aids, assim como no processo normal de envelhecimento. A cientista Pura Muñoz Cánoves, que participou do estudo, disse que foi descoberto o primeiro mecanismo claro para a incorporação de células-tronco ao músculo adulto. Além disso, esta é a primeira evidência que indica que uma citoquina (proteína que regula a função das células que as produzem ou outros tipos celulares) regularia este processo. Os músculos do esqueleto são formados por fibr