

A terapia com células-tronco tem se destacado como uma das áreas mais promissoras da medicina moderna. Com avanços significativos ao longo dos anos, essa abordagem terapêutica oferece a possibilidade de tratar diversas doenças e lesões de forma inovadora, muitas vezes superando limitações das terapias tradicionais. As células-tronco, caracterizadas por sua capacidade de autorrenovação e diferenciação em diferentes tipos celulares, despertam o interesse de cientistas e médicos em todo o mundo. Este artigo tem como objetivo explorar os avanços e desafios da terapia com células-tronco na medicina atual. Serão abordados os principais tipos de células-tronco, suas aplicações clínicas, a evolução da pesquisa nesse campo e as questões éticas envolvidas. Aplicações clínicas das células-tronco A terapia com células-tronco tem demonstrado grande potencial para o tratamento de uma ampla gama de condições médicas. Uma das aplicações mais bem-sucedidas é o tratamento de doenças do sangue, como

Startups de biotecnologia investem no desenvolvimento da técnica, mas conflitos éticos podem limitar o tema O especialista Rodrigo Rosa discute a técnica do IVG | Foto: Instagram / Reprodução Desde que um artigo da revista Nature relatou a formação do primeiro embrião sintético no mundo, usando células não-reprodutivas para criar a chamada gametogênese in vitro, muitos cientistas começaram a aventar a possibilidade de uma revolução no campo dos tratamentos de infertilidade. “Essa abordagem vai muito além da fertilização in vitro, que combina óvulo e esperma em laboratório, porque não requer óvulos ou espermatozoides naturais. A produção de gametas acontece fora do corpo, com células não reprodutivas, como as da pele ou do sangue. Chamada de gametogênese in vitro, ou IVG, a técnica promete um dia fornecer a cura para muitos tipos de infertilidade, retardar ou até mesmo desligar os relógios biológicos e permitir uma melhor seleção de embriões”, explica Rodrigo Rosa, especialista em

Nas costas dos caranguejos-eremitas, é fácil encontrar uma criatura invertebrada em forma de tubo chamada Hydractinia symbiolongicarpus. Ela tem capacidades extremas de regeneração – e pode criar um corpo totalmente novo a partir de um fragmento de tecido. Imagem: Eric Lazo-Wasem/Wikimedia Commons/Reprodução Um estudo publicado na revista científica Cell Reports desvendou (parcialmente) como isso acontece. O que está por trás da regeneração de tecidos são as células-tronco, que se transformam em qualquer célula do organismo. A Hydra (vamos chamá-la assim) armazena suas células-tronco na parte inferior do tronco de seu corpo. Mas, se os pesquisadores removem a boca da criatura marinha, parte do corpo relativamente distante das células-tronco, um novo corpo surge a partir da boca. Por isso, existia a hipótese de que o bichinho gera novas células-tronco quando necessário. Os cientistas do último estudo, da Universidade de Galway (Irlanda), resolveram procurar por sinais moleculares qu

Para controlar o diabetes, cientistas transformam células-tronco do estômago em células que produzem insulina. Estratégia pode revolucionar o tratamento Novo tratamento experimental pode levar à cura do diabetes tipo 1 e de formas graves do diabetes tipo 2, segundo pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos. É um tipo de transplante celular, feito com as células-tronco do estômago humano, que permite o controle natural dos níveis de açúcar no sangue. Nessa caso, não é necessário recorrer a nenhuma injeção de insulina. Por enquanto, os cientistas realizaram apenas uma prova de conceito do transplante celular, publicado na revista Nature Cell Biology. Nos testes pré-clínicos, incluindo camundongos diabéticos, os resultados foram bastante promissores. Se tudo der certo, a estratégia pode revolucionar a forma como a medicina lida com o diabetes. Como funciona o transplante celular para o diabetes? Com o transplante celular, os pesquisadores querem corrigir um problem

Os resultados preliminares de um novo tratamento com células-tronco são promissores em pacientes com epilepsia em estágio grave. Passado um ano do tratamento, as crises convulsivas sofreram uma redução superior a 90% nos dois primeiros pacientes a testarem a terapia NRTX-1001. Fonte: Doodlartdotcom/Pixabay Desenvolvida pela empresa norte-americana Neurona Therapeutics, a terapia com células-tronco está na Fase I/II dos estudos clínicos, que poderão incluir até 10 voluntários — hoje, duas pessoas com epilepsia testam a técnica que aparenta ser altamente promissora. Esse impacto na redução das convulsões foi obtido após uma única dose da terapia, já considerada de efeito prolongado. Até o momento, nenhum estudo foi publicado em uma revista científica, mas os dados preliminares foram apresentados no congresso anual da International Society for Stem Cell Research, que ocorreu na última semana, nos Estados Unidos. Tratamentos atuais para pacientes com epilepsia No mercado, já existem m