

20 de abril de 2020 (Bibliomed). Pesquisadores da Universidade de Miami receberam aprovação da Food and Drug Administration dos Estados Unidos para iniciar um pequeno ensaio clínico usando células-tronco no tratamento do COVID-19. O estudo avaliará o uso de células-tronco mesenquimais derivadas do cordão umbilical para tratar a inflamação pulmonar com risco de vida sofrida por pessoas com a forma grave da doença causada pelo novo coronavírus. O ensaio clínico envolverá 24 pacientes para testar a segurança e a eficácia das células-tronco, administradas por via intravenosa, para bloquear a inflamação pulmonar com risco de vida o mais rápido possível. O estudo será baseado no Sistema de Saúde da Universidade de Miami e no Sistema de Saúde Jackson e está sendo conduzido sob os auspícios da The Cure Alliance, um grupo sem fins lucrativos de cientistas dedicados a acelerar o desenvolvimento de curas para todas as doenças. A Cure Alliance concentrou todos os seus recursos no combate ao C

As células-tronco do sangue lembram-se de um ataque anterior e produzem mais células imunes. Vacinação e doenças autoimunes As células-tronco do nosso corpo agem como reservatórios de células que se dividem para produzir novas células-tronco, além de se diferenciar em uma infinidade de tipos diferentes de células especializadas, necessárias para garantir a renovação e o funcionamento dos tecidos. Agora, pesquisadores descobriram uma propriedade surpreendente das células-tronco sanguíneas: elas não apenas garantem a renovação contínua das células sanguíneas e contribuem para a resposta imunológica desencadeada por uma infecção, mas também lembram-se de encontros infecciosos anteriores para gerar uma resposta imune mais rápida e mais eficiente no futuro. Esta descoberta tem um impacto significativo nas estratégias de vacinação e deve abrir caminho para novos tratamentos de condições nas quais o sistema imunológico apresenta um desempenho insuficiente ou uma reação excessiva, como n

“As mudanças são drásticas”: conto de uma mãe que se recusa a se render depois que seu filho é atingido por um derrame Meu nome é Julie e meu filho Carl sofreu um derrame há dois anos e meio na Grã-Bretanha. Embora ele tenha conseguido se recuperar, as melhorias a serem feitas não foram poucas. Após dez meses de terapia, sabíamos que a situação dele não mudaria e que ele permaneceria nessas condições. Naquela época, eu cuidava dele 24 horas por dia e tudo o que eu fazia era pensar: “Isso absolutamente não está indo bem. Ele certamente não pode ficar assim … ele não pode fazer nada! “ Então, jurei para mim mesma que nunca iria desistir. Nesse ponto, um amigo veio falar comigo sobre células-tronco, o que me levou a procurar informações sobre isso. Após as apropriações que o serviço nacional de saúde havia nos fornecido, acompanhamos Carl a Moscou para realizar alguns tratamentos com células-tronco. Após vários tratamentos, Carl é capaz de comer, acender e apagar as luzes, mudar o

Frente à pandemia que tem sido a principal preocupação da população do mundo inteiro, muitos pesquisadores estão unindo forças para entender como lidar com a COVID-19. É o caso da UFRJ, por exemplo, que conta com um grupo que está trabalhando para desenvolver terapia com células-tronco em pacientes com quadros críticos. A líder desse grupo de pesquisas, Patrícia Rocco, chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar da UFRJ, membro da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Ciências, deu uma entrevista ao jornal O Globo contando que essa equipe investiga o uso de derivados de células-tronco voltados principalmente a pacientes com estágio avançado da doença. Quando se trata de casos graves, Patrícia conta que os pulmões ficam inflamados, podendo ficar mais rígidos e não responder aos procedimentos usuais, como altos níveis de pressão expiratória final. "Além disso, estamos vendo que os pacientes apresentam embolia pulmonar frequentemente associada à COVID-19, deterio

Responsável pelas defesas naturais do nosso organismo, o sistema imunológico virou o centro das atenções em tempos de coronavírus. Isso porque, como ainda não temos medicamentos ou vacinas para nos proteger desse novo vírus, combatê-lo depende inicialmente da capacidade de resposta de cada indivíduo à doença, conhecida como covid-19. Sendo assim, mesmo que não impeça ninguém de contrair a doença, ter uma imunidade em dia é vital para ajudar na luta contra a infecção e na recuperação do doente, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo eles, são quatro os pilares de uma "boa imunidade": praticar exercícios físicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimentação balanceada. Mas, antes de tudo, os especialistas alertam para outro tipo de combate, contra a "desinformação". O principal mito é a suposição de que podemos "elevar nossa imunidade", dizem. "Não existe essa história de imunidade alta. Existe imunidade normal ou imunidade baixa por algum