

Um rolo de fita adesiva, só que feito de pele. Essa é a melhor analogia para explicar como funciona um novo aparelho desenvolvido por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá. Trata-se de uma impressora 3D portátil que cria pedaços de pele artificial para serem aplicadas diretamente nas feridas de vítimas de queimaduras graves. O dispositivo e a pele artificial fazem parte dos resultados de uma pesquisa publicada nesta semana no jornal "Biofabrication", da IOPScience. Os estudos começaram em 2018, mas a novidade é que a inovação foi testada com sucesso em animais. Como a pele impressa funciona? Do tamanho de uma caixa de sapatos, o dispositivo pesa menos de 1kg. Quando acionado, ele "imprime" folhas de pele capazes de fechar as queimaduras. Elas possuem propriedades cicatrizantes e regeneradoras. Tão fácil como fechar um envelope com fita adesiva, elimina-se qualquer necessidade de enxerto de pele, técnica mais comum atualmente, que usa pedaços de tecido retirados de outr

Pela primeira vez, pesquisadores detectam o crescimento de células saudáveis que revestem as vias aéreas em ex-fumantes. Comparado aos tabagistas, o número dessas estruturas protetoras é 40% maior Muitas pessoas que fumam há décadas costumam dizer que não vale a pena abandonar o hábito por ser tarde demais. Porém, um estudo britânico e norte-americano, publicado na revista Nature, provou que essa ideia é um equívoco. Embora as estatísticas mostrem que, com o tempo, o risco de desenvolvimento de doenças cai entre ex-fumantes, pela primeira vez, os cientistas visualizaram isso ocorrendo nas vias aéreas. Eles descobriram um grupo de células-tronco que crescem e começam a reparar o pulmão, independentemente de quanto tempo se passou com um cigarro entre os lábios. Quem parou de fumar tem 40% mais essas estruturas, em comparação aos que insistem no hábito. “O incrível sobre nosso estudo é que ele mostra que nunca é tarde. Alguns dos participantes fumaram mais de 15 mil pacotes de cigarr

Um projeto inédito que pode ser mais uma opção de tratamento para pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica deve ser trazido para o Brasil, por meio do Estudo AstroX, que está sendo realizado pelo Instituto Dr. Hemerson Casado. Ensaios clínicos já estão sendo realizados e coordenados pelo Laboratório Kadimastem, em Israel. O estudo consiste em utilizar células-tronco de embriões para tratar a ELA - doença rara e sem cura que afeta 14 mil pessoas no país. Estima-se que o investimento poderá custar até U$10 milhões de dólares (aproximadamente R$ 40 milhões de reais). De acordo com o médico e presidente do instituto que leva o seu nome, Hemerson Casado, pesquisas têm demonstrado que o tratamento com células-tronco é seguro e pode ser um aliado no combate às doenças raras, trazendo esperança para os pacientes, para a comunidade científica e suas famílias. Casado é cirurgião cardiovascular e foi diagnosticado com ELA em 2012. "Cientistas utilizam células-tronco de embriões para a

As células-tronco e seus muitos benefícios são um tópico sempre em alta no mundo científico. Ao longo da década de 2010, muitos estudos surgiram sugerindo avanços em diversas áreas. Com tantas apostas, os resultados começam a aparecer na mesma proporção. A nova conquista? Um bem-sucedido tratamento para dor crônica foi realizado com sucesso na Austrália tendo como principal base as células-tronco. Para tal, pesquisadores da Universidade de Sydney usaram células-tronco humanas para produzir neurônios analgésicos que proporcionam alívio duradouro em ratos, sem efeitos colaterais, em um único tratamento. O próximo passo é realizar extensos testes de segurança em roedores e porcos e depois passar para pacientes humanos que sofrem de dor crônica nos próximos cinco anos. De acordo com os pesquisadores, se os testes forem bem-sucedidos em humanos, pode ser um grande avanço no desenvolvimento de novas estratégias de tratamento da dor, não opióides e não viciantes para os pacientes. “A lesão

Uma série de startups está captando dinheiro para suprir a demanda mundial por carne, sem tirar o bife da mesa ou recorrer a alternativas vegetais. Em vez de criada no pasto, a carne cresce em laboratório, a partir de células-tronco. Saem os fazendeiros, entram os bioengenheiros. A aposta é que na próxima década o consumidor deve procurar por alternativas mais sustentáveis e inovadoras. A tendência tem até nome: “neonívoros”, pessoas onívoras, com dieta baseada em carne criada em laboratório. Segundo a Associação de Agricultura Celular (ACS), nos EUA, a produção industrial deve atingir larga escala e distribuição mundial a partir de 2025. Antes disso, prevê apenas pequenas experiências regionalizadas. O diretor da ACS Kristopher Gasteratos faz uma futurologia ousada no manifesto da entidade, digno de ficção científica, para o que ele chama de "Renascença Neonívora". Segundo suas previsões, na década de 2020 a dieta baseada em carne de laboratório deve crescer em 10 a 20% ao ano e