

O “transtorno do espectro autista” é uma denominação que deriva do ‘autismo’, quadro clínico que está associado a uma falha na regulação da maturação e capacidade de diferenciação dos neurônios. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a patologia atinge 80 milhões de pessoas no mundo – 2 milhões delas no Brasil, sendo maior a incidência no sexo masculino, em uma proporção de quatro meninos para uma menina. Em busca de um tratamento para essa condição, diversos estudos clínicos indicam que o transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical pode trazer melhorias dos sintomas comportamentais de indivíduos com autismo. Uma pesquisa com pacientes do Shandong Jiaotong Hospital e do Shandong Rehabilitation Therapy Center, na China, incluiu 37 crianças de 3 a 12 anos com autismo. Quando comparados ao grupo controle, os pacientes submetidos à terapia obtiveram melhora nos parâmetros medidos 24 semanas após a infusão. Foram monitorados itens como relacionamento

No início deste ano, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) recebeu mais de R$ 2 milhões do Ministério da Saúde para a construção do laboratório de pesquisa com células-tronco. O objetivo é buscar possíveis tratamentos e enfrentamento da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), sendo essa uma esperança para os portadores. O laboratório idealizado por pesquisadores da Ufal junto ao médico Hemerson Casado, portador de ELA e presidente da Associação Dr. Hemerson Casado Gama também vai possibilitar a investigação de outras patologias clínicas no futuro. A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença provocada pela lesão degenerativa dos neurônios motores e que afeta principalmente pacientes do sexo masculino, em geral após os 40 anos de idade. O ano de 2015 foi marcado pelos maiores avanços em relação à pesquisa sobre a doença, quando a medicina descobriu “proteínas anormais” que podem lesar os neurônios, associados à ELA. O professor Ph.D do Instituto de Ciências Biológicas e da Saú

Uma vacina de célula-tronco conseguiu atacar tumores de mama, de pulmão e de pele em cobaias. A injeção também impediu que o câncer voltasse em animais que tiveram tumores removidos. Imagem de células-tronco pluripotentes crescendo. Em laboratório, células adultas são ensinadas a se diferenciarem em qualquer tipo de célula. (Foto: Rio Sugimura) O feito foi possível porque as células-tronco foram utilizadas para ensinar o sistema imunológico a lutar contra o tumor. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi publicado na "Cell Stem Cell" na última quinta-feira (15/02). A célula-tronco que deu origem à vacina é do tipo pluripotente: células adultas que são reprogramadas para "imitar" células-tronco embrionárias e se diferenciar em outras células do corpo. No estudo, 75 ratos receberam versões da vacina. Desses, 70% rejeitaram completamente as células de câncer; já os 30% restantes, apresentaram células significativamente menores. Essa me

A busca por fontes de células-tronco tem sido alvo de pesquisas em todo o mundo, afinal elas são a esperança para o tratamento de diversas doenças. O sangue do cordão umbilical é uma dessas fontes, uma das mais estudadas entre os cientistas. Há outra menos conhecida entre a população, mas que se tem revelado promissora na área: o dente de leite. A odontopediatra Ana Beatriz Zaratine explica que as células-tronco encontradas na polpa dental são do tipo mesenquimais, com grande potencial de multiplicação e diferenciação. “Essas células possuem capacidade de se transformar em diferentes tecidos do corpo, como osso, cartilagem, músculo e pele; diferentemente do material extraído do cordão umbilical logo após o parto, que, hoje, só pode ser utilizado no tratamento de doenças sanguíneas”, esclarece. Além de se destacar entre as demais fontes de células-tronco em função da facilidade de obtenção e grande concentração celular, uma outra vantagem é que essas células podem servir não só par

Universidades e institutos brasileiros se debruçam sobre diferentes técnicas para tratar a doença. O dia 4 de fevereiro marcou a luta de combate ao câncer, que é a causa de uma em cada seis mortes no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, 600 mil pessoas desenvolveram a doença em 2016, segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Diante da gravidade da doença, o País investe na ciência e inovação para reduzir os casos e elevar a qualidade de vida dos pacientes. Novos medicamentos Pesquisadores das universidades federais do Amazonas e Fluminense descobriram uma fonte improvável para redução do crescimento do câncer de mama: a henna. A partir do composto, os cientistas estudam o desenvolvimento de uma substância para tratar o tumor e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Os testes em camundongos já apontaram resultados positivos com a diminuição das células cancerígenas sem efeitos colaterais. A ideia é passar a produzir um