

Os médicos da Mayo Clinic receberam a aprovação da FDA para uma plataforma que pode fabricar células-tronco nos bilhões em poucos dias, em contraste com os métodos anteriores de fazer células-tronco que levaram meses. O neurologista Guojun Bu observa um técnico que utiliza o Plataforma de células-tronco Crédito da imagem: Mayo Clinic Até agora, qualquer paciente que recebeu células-tronco para um tratamento médico teve que esperar meses para que seus médicos criassem células suficientes para fazer doses múltiplas. Mas isso poderia mudar em breve: a FDA aprovou recentemente um biorreator automatizado, desenvolvido por cientistas no Centro de Medicina Regenerativa da Mayo Clinic, que pode fabricar células-tronco por bilhões em questão de dias. As células-tronco têm a capacidade única de transformar-se em qualquer tipo de célula especializada necessária no corpo, tornando-os especialmente promissores para a medicina que substitui células não funcionais ou mortas. A nova plataforma da

Um transplante de células-tronco funciona melhor do que remédios para estender a vida de pessoas com esclerodermia, uma doença autoimune na qual a pele enrijece e os órgãos se quebram, disseram pesquisadores. As descobertas publicadas no New England Journal of Medicine apontam para uma nova forma de tratamento dessa enfermidade incurável que afeta 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas mulheres em idade fértil. “A esclerodermia enrijece a pele e os tecidos conjuntivos, e em sua forma severa leva à falência dos órgãos, mais frequentemente dos pulmões”, assinalou o autor principal Keith Sullivan, professor de Medicina e Terapia Celuluar na Duke University. “Nesses casos severos, terapias convencionais com remédios não são muito eficazes em um longo período e, por isso, novas abordagens são a prioridade”. O estudo escolheu aleatoriamente 36 pacientes com esclerodermia nos Estados Unidos e no Canadá para fazer o transplante de células-tronco. Primeiro, foram submetid

Meio século atrás, cientistas canadenses descobriram as células-tronco transplantáveis, que podem se transformar em qualquer tipo de tecido humano. Agora, um centro de pesquisa financiado com verba pública em Toronto quer criar uma fábrica parcialmente automatizada que produziria em massa esses blocos humanos para criar células de combate a doenças - um processo que atualmente é lento e exige muita mão de obra. O Centro para a Comercialização de Medicina Regenerativa (CCRM, em inglês) de Toronto pretende liderar a iniciativa que, segundo projeções, levará vários anos porque a comercialização em grande escala exigirá novas tecnologias e automatização. O CCRM e a divisão de saúde da General Electric criaram um laboratório em Toronto para desenvolver a tecnologia e os processos que poderiam ser usados na fábrica - mas a GE ainda não se comprometeu a ajudar na construção. "Esta é a chance de o Canadá ter fabricas de células-tronco", diz o presidente do CCRM, Michael May, acrescentando

Ela tinha menos de três anos quando foi diagnosticada pela primeira vez com leucemia. Após o tratamento, a doença voltou a se manifestar aos cinco e aos oito anos. Sem poder recorrer um transplante de medula óssea pela incompatibilidade com os pais e a irmã, a família quase desistiu para poupar a criança de tratamentos tão sofridos. Vanessa Barro Canal recebeu o primeiro diagnóstico de leucemia com dois anos, mas só foi curada aos nove -- atualmente tem 22 anos -- foi a primeira a ser beneficiada da rede BrasilCord Foi nesse momento que a experiência do uso de células-tronco de um cordão umbilical para o combate ao câncer apareceu como possibilidade. Vanessa Barro Canal, hoje com 22 anos, a primeira beneficiaria da Rede BrasilCord -- rede de bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário. E foi assim que a menina venceu o câncer com essa aposta em 2004. "Se aquela mãe não tivesse doado o cordão umbilical, não sei se minha filha estaria viva hoje", afirma Mary Regina

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara realizou audiência pública para saber como andam as pesquisas com células-tronco no Brasil e como está sendo sua aplicação na medicina. A Universidade Federal da Bahia vem realizando um estudo para tratamento, com células-tronco, de necrose óssea causada pela anemia falciforme. A anemia falciforme é uma doença hereditária que causa alteração nos glóbulos vermelhos, que se rompem com facilidade e levam à anemia. A doença acomete principalmente negros. O professor da faculdade de medicina da UFBA, Gildásio Daltro, explicou que a necrose pode ser causada pela anemia falciforme e leva à perda de mobilidade do paciente, além de causar dores fortes. Gildásio Daltro destacou que as doenças ósseo-articulares foram responsáveis por 56% dos gastos da previdência social entre os anos de 2000 e 2013. Para ele, por ser simples e de baixo custo, o tratamento com células-tronco tem se mostrado um caminho eficiente e viável. "Na anemia falciforme nós